Benguela - Muito aguardado, mal terminou, as redes sociais foram pulverizadas por publicações a dar nota negativa ao resultado do encontro.


Fonte: Club-k.net


A comunidade angolana em Portugal garante ter sido uma decepção o recente encontro de auscultação da sociedade civil pelo Presidente da República, João Lourenço. Ao contrário do que se previa ser um acto que pudesse servir de oportunidade para os "ditos" representantes dos diversos sectores da sociedade exporem ao PR os problemas enfrentados pelo povo, acabou por ser mais um encontro em que as pessoas convidadas a falar limitaram-se a defender os seus interesses.



Não houve, digamos, quem pudesse encarnar a figura do povo, que servisse de porta voz dos problemas que atormentam as populações. Muito pelo contrário. O que se viu foi os tais representantes da sociedade exprimirem lamentos pessoais. Excepção seja feita a Laurinda Hoygaard e Teixeira Cândido, este último secretário geral do Sindicato dos Jornalistas, cuja intervenção escorreu sobre os variadíssimos problemas que enfrenta a classe jornalística, com realce para a imprensa privada.


O facto é que, depois do encontro de auscultação da sociedade, o clima de insatisfação é enorme. No país e aqui no exterior, é perceptível pelos relatos, sobretudo nas redes sociais, em que o assunto passou a dominar os debates. Se, por um lado, a maioria considera ter sido um fracasso, outros há que sugerem ao PR que faça uma auscultação junto das pessoas de quem se conhece popularidade junto das populações.



E entre estas pessoas, são citadas como exemplo, o deputado Makuta Nkondo, o líder da Unita Adalberto Costa Júnior e o político e empresário Bento Kangamba. Segundo defendem algumas vozes críticas no país e no exterior, estes encontros já provaram que nada produzem em termos concretos. Aliás, há muito que se constata isso.


Desde o tempo de José Eduardo dos Santos ficou provado que os verdadeiros problemas que tocam as populações não são levantadas nestes encontros de auscultação. Justifica-se, por isso, que seria mais proveitoso para o Presidente João Lourenço receber em audiência, e em simultâneo, Makuta Nkondo, Adalberto Costa Júnior e Bento Kangamba, e deles tentar ouvir sobre o que realmente preocupa das populações.


Makota Nkondo por ser aquele deputado que bastas vezes levanta e expõe durante os debates, na Assembleia Nacional, os problemas das comunidades e bate-se vorazmente para a apresentação de soluções para as resolver.

O encontro do PR com Adalberto Júnior seria fundamental, por ser um líder da oposição e ter uma visão diferente sobre o modelo que devia ser adoptado, para que se encontrem soluções para os problemas das populações.



Já o político e empresário Bento Kangamba, sendo um homem muito ligado às massas e que bastas vezes é visto a apoiar aqui e ali, populações em sofrimento, podia ser importante para fazer perceber ao PR de que forma se pode ajudar as populações a melhorarem as suas vidas e deixarem de lamentar sobre o futuro das respectivas famílias. Os círculos sociais questionam a ausência do empresário num encontro como estes e há quem sugira que deve ser ouvido por ser o porta voz dos anseios de grande parte de população.



Só desta forma, entende-se que João Lourenço perceberá melhor o que de facto apoquenta as populações e as melhores políticas para as ajudar. Porque não vale a pena continuar a apostar em encontros de auscultação, se de lá não sai absolutamente nada em concreto, que sirva de um sinal de esperança para as populações. Tudo não passará de mera ilusão. Precisámos ser concretos e pragmáticos, desabafam os angolanos nas redes sociais.


Entretanto, essas vozes reconhecem que o Presidente João Lourenço tem mostrado uma capacidade de diálogo que podia ser melhor aproveitada, caso os seus colaboradores mais directos o colocassem diante de pessoas que realmente conhecem os anseios do povo.


Aliás, o discurso de abertura do encontro foi um exemplo de como o Presidente João Lourenço tem uma visão da maneira como se pode resolver as questões sociais dos angolanos. Uma visão que pode ser alargada e melhorada caso haja líderes da sociedade civil capazes de transmitirem ao Presidente todas as preocupações do povo.

 



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