Luanda – As recentes exonerações dos conselhos de administração na Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL, EP:) e na Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE, EP) estão a dar lugar a um ambiente de acusações e denuncias de alegadas negociatas existentes nestas empresas ligadas ao Ministro da Energia e Águas.

Fonte: Club-k.net

Acusações sobre negociatas no ministério  da Energia e Águas

Recentemente foram vazadas, para a comunicação social, informações implicando a GRD - Services, Limitada como sendo uma das empresas a quem o Ministro da Energia e Águas adjudica inúmeros contratos de prestação de serviços sem qualquer concurso público. A GRD - Services, Limitada é detida por Francisco da Cruz Pires Ferreira, conhecido como tendo ligações a Indira Juraci da Costa Soares, esposa do Ministro da Energia e Águas, Eng.º João Baptista Borges.


Depois do anuncio das exonerações nestas empresas públicas, o Ministro da Energia e Águas responsabilizou o ex- PCA da (PRODEL EP), José António Neto como tendo se aproximado a um cidadão português Pedro Passas ligado a uma empresa privada AEnergy para denunciar alegados actos de improbidade envolvendo empresas supostamente ligadas a amigos do ministro João Baptista Borges.


Em reação a alegadas denuncias que estariam a vir do antigo PCA da PRODEL EP, a diretora do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Ministro da Energia e Águas, Neusa Cumbi abordou o membro da ERCA Carlos Raimundo Alberto, de quem é próxima, informando que estaria em curso denuncias visando João Baptista Borges.

 

Por via de uma nota distribuída, esta segunda-feira (1), nas redes sociais, intitulada “Pedro Passas da Aenergy envolvido numa conspiração contra o Executivo angolano”, Carlos Alberto adverte que esta em curso a uma retaliação contra Angola e contra individualidades deste departamento governamental.


Quanto a GRD - Services, Limitada, ligada a um alegado “testa de ferro”, Carlos Alberto garante que a mesma é legal e rebate as acusações de que serve “interesses de responsáveis do Ministério da Energia e Águas”.

 


Segundo Carlos Alberto “Os dados que nos chegaram (que estão em nossa posse) dizem precisamente o contrário. Mostram o alvará da empresa GRD, de direito angolano, e toda a documentação que prova o seu registo na Conservatória do Registo Comercial de Luanda 2.a secção do Guiné Único da Empresa, sob o número mil seiscentos e oitenta e quatro traço doze, titular do Número de Identificação Fiscal 5417177687, pertencente ao sócios Francisco da Cruz Pires Ferreira (50%), Jeanine Ferreira Henriques (25%) e Rita Bernarda Lupale Pires Ferreira (25%).”

 


“Pelos dados que nos chegaram, podemos afirmar, fruto também da nossa observação, que Pedro Passas da Energy, SA, como retaliação da rescisão de 14 contratos com o Estado angolano (Ministério da Energia e Águas), tem tentado encontrar responsáveis descontentes no MINEA para difamar o nome de responsáveis angolanos dentro e fora do nosso país”, lê-se na nota de Carlos Alberto em defesa do Ministério da Energia e Águas de Angola.

 


“Terá conseguido realizar as suas intenções com o suposto descontente PCA exonerado da PRODEL EP, José António Neto, e estará a contar com outros angolanos descontentes dentro do Ministério da Energia e Águas para difundir informações que visem manchar o nome de responsáveis do Ministério da Energia e Águas e do Presidente da República João Lourenço, que mandou o ministro da Energia e Águas rescindir tais contratos com a empresa Aenergy, SA, pelas razões supracitadas”, questionou Carlos Alberto garantindo que “esta denúncia tem continuação”.

 



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