Lisboa - O professor universitário, político e jurista Nelson Pestana "Bonavena" (que elegeu a caneta e o verbo para combater, de peito aberto, às injustiças sociais, económicas e à Democracia condicionada vigente em Angola) foi recentemente proscrito, à boa maneira da "Enciclopédia Soviética", do quadro docente do Instituto Superior João Paulo (ISUJP), instituição de ensino pertencente à Igreja Católica em Angola.


Fonte: NL


O Criador desconhece, diabo duvida. Mas o povo sabe quais os motivos que terão estado na base da decisão do ISUJP, que, desta forma, atira mais um intelectual do calibre de Nelson Pestana "Bonavena" para o desemprego: os seus artigos de opinião expressos em diversos órgãos de Comunicação Social.


É velha, pois, estratégia de empurrar intelectuais incómodos para a dependência económica ou, no mínimo, para o comércio para poder sobreviver e alimentar a família.


Nelson Pestana "Bonavena" esteve durante largos anos fora do país, mormente no berço de Victor Hugo, a fazer a sua formação.


Regressado à terra natal, pensou que, passados estes anos todos, fosse aterrar numa pátria onde poderia falar livremente como se fala em alguns países do "Velho Continente" ou da América do Norte. A posição da direcção do ISUJP encarregou-se de mostrar que Nelson Pestana "Bonavena"estava equivocado.


Pois Angola continua (contrariamente ao que era suposto, possível e desejável) a ser um país de miseráveis políticos e intolerantes que não aceitam a critica, não admitem a diferença de opinião.


Induzida ou não, a verdade é que os textos de opinião de Nelson Pestana "Bonavena" têm servido para abrir as vistas (políticas) de inúmeros angolanos. Têm igualmente incomodado - é bom que se diga! - sobremaneira todos aqueles que têm a consciência pesada.


A atitude do ISUJP não é de estranhar. Façam, contudo, tudo o que quiserem a Nelson Pestana "Bonavena". Mas façam fineza de não (voltarem) colocar uma bomba em sua casa, tal como o fizeram no dia 27 de Julho de 2004 pelo simples crime de não pactuar com a injustiça social que reina no nosso País.


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