Luanda - Todos temos que nos meter em brios para conseguirmos banir, do nosso país, a covid-19 e concomitantemente salvarmos o ano lectivo 2020. As condições sanitárias das nossas escolas são, de facto, deploráveis, mas desistir das aulas não vai ajudar a melhorá-las.

Fonte: Club-k.net

O Ministério da Educação tem a convicção de que até ao dia 13 de Julho próximo (data prevista para o reinício das aulas), todas as condições que concorrem para a prevenção do coronavírus, nas escolas do país, estarão dispostas para a comunidade escolar.


Porque o governo é reincidente no acto de políticas falhadas; na publicação de falsas promessas e na divulgação de propagandas enganosas, o SINPROF e grande parte da sociedade civil assistem, com elevado cepticismo, à construção, mais uma, destas promessas.


Entretanto, o governo tem claro conhecimento da situação real das escolas do país, sabe que não jorra água e que há superlotação em muitas das suas salas de aulas. Nisso, há consenso, ou seja, as péssimas condições das nossas escolas andam à vista de todos. A ministra de Estado para a área social, provavelmente, terá sido escolhida para fazer a confissão. Pois, mais vale uma careca assumida do que uma peruca fedida.


A promessa é de garantia das medidas de biossegurança nas instituições de ensino.


Vemos, então, um governo que dá um lamiré e a população não se quer mover. Estamos diante de uma desacreditação do Estado, por um lado, e de uma abdicação da população, por outro lado.


O retorno às aulas constitui uma oportunidade única para os populares exigirem do governo a instalação de sistemas de saneamento básico eficazes e funcionais nas escolas.


Cancelar o ano lectivo ou retardar o seu reinício pelas razões que todos propalam e não por conta da evolução epidemiológica é jogar fora o ensejo de vermos as nossas escolas abastecidas de água, de material de higienização e de outros cuidados necessários para a conservação da saúde pública.


Estamos num contexto de crise do qual precisamos sair transformados, já não apenas nós, mas também as nossas instituições e as suas condições de acolhimento.


Mais do que aprendermos a conviver com o coronavírus, nós precisamos nunca mais desaprender as medidas de higienização pessoal e institucional que este vírus impôs.

Os encarregados de educação não se podem abdicar desta tarefa. Ninguém pode. Todos temos que adoptar novos hábitos, exercer o papel pedagógico lá em casa, munir os nossos filhos de conhecimentos úteis para a prevenção da covid-19 nas escolas.


A participação dos pais também é indispensável junto das escolas. No sentido de emitir ideias, sugerir as medidas profilácticas mais adequadas para a situação concreta de determinada escola e realizar visitas frequentes para aferir o estado de cumprimento das medidas de biossegurança.



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