Lisboa - Aos 93 anos, Jozeph Ratzinger está num estado de saúde muito débil, mas mesmo assim quis ir dizer adeus a irmão de 96 anos, que está a morrer.

Fonte: Lusa

O papa emérito Bento XVI deixou esta quinta-feira, 18 de junho, a sua residência no Vaticano para voar até à Alemanha para visitar o seu irmão de 96 anos, também ele padre. Joseph Ratzinger, de 93 anos, está agora na cidade de Regensburg para acompanhar o irmão mais velho que estará com a saúde debilitada.

 

O antigo sumo pontífice aterrou em Munique acompanhado do seu secretário pessoal, um médico, uma enfermeira e o vice-comandante das forças de segurança do Vaticano. Depois de ter aterrado na cidade alemã viajou até à cidade onde se encontra o irmão. Não foi especificado o tempo da estadia neste país, mas o Vaticano explicou que Bento XVI ficará “o tempo que for necessário”.

 

O porta-voz da diocese a que Georg Ratzinger pertence confirmou que os dois irmãos estão juntos: “Será talvez a última vez que os dois irmãos Georg e Joseph se irão ver neste mundo”. Já Georg Bätzing, chefe da conferência episcopal alemã, refere que está “feliz” com o regresso do papa emérito ao país, apesar “de ser por uma ocasião triste”.


“Desejo ao papa emérito Bento VXI uma boa estadia na Alemanha e a paz necessária para cuidar privadamente do seu irmão”, disse Bätzing em comunicado. Esta será a primeira vez que Bento XVI pisa chão alemão depois de ter estado no seu país em 2011 – enquanto ainda era papa em funções ativas.

 

Os irmãos Ratzinger são conhecidos por terem uma relação estreita e são ambos amantes de música clássica. Ambos devotos a Deus, Georg construiu uma carreira como diretor do respeitado coral de rapazes em Regensburg. Foi ainda mestre do coro Regensburger Domspatzen entre 1964 e 1994.

 

A sua reputação ficou fragilizada quando vieram a público várias denúncias de maus tratos e abusos sexuais. O irmão de Bento XVI admitiu ter esbofeteado alguns dos seus alunos, explicando que na altura esse era um castigo considerado normal. Sobre os abusos sexuais sempre negou qualquer envolvimento. No entanto, isto foi contestado em 2017 depois de um relatório referir que os abusos eram do conhecimento de Georg Ratzginer e que este preferiu “olhar para o lado”.

 



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