Lisboa – A Presidência do Conselho de ministros de São Tomé e Príncipe reuniu esta sexta-feira, 3, em sessão ordinária sob presidência do Primeiro Ministro, Jorge Bom fim de Jesus tendo decidido a suspensão da nomeação do cidadão francês Miclet Vincent como cônsul honorário, no Reino dos Marrocos, para “uma analise aprofundada deste dossier”.

Fonte: Club-k.net

Miclet Vincent fora nomeado, há poucos dias pela Ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe Elsa Maria Neto d'Alva Teixeira de Barros Pinto, sem ter consultado o Governo na pessoa do Primeiro Ministro precipitando suspeitas de ter havido promessas de contrapartidas econômicas.

 

Nesta que foi a 71ª sessão ordinária do conselho de ministro, o executivo de São Tomé, ao discutir vários pontos na sua agenda declarou, em nota que o Club-K teve acesso, que “analisou o processo de indigitação do senhor Miclet Vincent como cônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Marraquexe – Marrocos, tendo decidido pela suspensão imediata deste processo, orientado o ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e comunicadas para uma analise mais aprofundada deste dossiê”

 

Nascido no Chade, Vincent Miclet, viveu em Angola desde 1999, e passou a gerir negócios dos generais da Presidência da República depois de ter sido apresentado ao general Manuel Vieira Dias “Kopelipa” pelo antigo responsável da logística da Casa Militar, general Afonso Lopes Teixeira «Led». Atualmente vive foragido da justiça francesa nos Marrocos, por fuga ao fisco. Passou a ter também direito a moradia na Guiné-Bissau, país onde se destacou como o empresário que apoiou a candidatura do Presidente eleito, Umaro El Mokhtar Sissoco Embaló.

 

Desde que entrou em contradições com os sócios angolanos deixou de visitar o país com receio de que lhe acontecesse alguma maldade, uma vez que processos judiciais envolvendo a sua pessoa. Em Junho de 2016, Miclet Vincent esteve prestes a ser detido pelas autoridades angolanas quando tentou entrar no país (transportado no seu avião privado) a pretexto de reaver alguns dos seus negócios. As autoridades não tiveram sucesso dete-lo por ter entrado  com um passaporte diplomático (numero 15BD19419) emitido pelo governo  do Benin.

 

Antes de José Eduardo dos Santos (JES) ter deixado o poder, o empresário Miclet Vincent fez chegar uma carta ao antigo estadista por via de Marta dos Santos, irmã mais nova do antigo Chefe de Estado explicando a sua desavença com os generais do regime, relaciona aos negócios envolvendo a Nova Distribuidora alimentar em Angola (NDAD) e outras empresas actualmente controladas pelo Juiz Rui Constantino Ferreira que ficaram com os activos da rede de abastecimento da Arosfram.


“No dia 14/08/2013 desloquei me a Luanda somente para o propósito de assinar a procuração para os novos gestores (Sr Paulo Rasgado e Sr Samora Albino) que foi realizado com sucesso mas no entanto quando ao meu regresso ao aeroporto, por motivo incerto o general “Dino” interditou a saída do meu jacto privado”, lê-se na carta enviada a JES, que o Club-K teve acesso.

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