Lisboa - As autoridades judiciais angolanas, moveram discretas investigações contra um integrante da família do Primeiro Presidente da República, Antônio Agostinho Neto. As investigações segundo apurou o Club-K, recaem contra Carlos Manuel de São Vicente (na foto) que é casado Irene Alexandra da Silva Neto, a primogênita do “guia imortal” do MPLA.

Fonte: Club-k.net

Genro do “guia imortal do MPLA” sob investigação 

Economista de formação, Carlos Manuel de São Vicente foi o Presidente do Conselho de Administração da extinta seguradora, AAA, fundada pela petrolífera estatal Sonangol. Depois da extinção das AAA por alegada falência, as autoridades querem ver esclarecidas, antigas suspeitas segundo as quais São Vicente terá usado fundos públicos desta – empresa que pertenceu a Sonangol - para obtenção ações no Banco “Standard Bank-Angola”.

 

O “Standard Bank-Angola” é detido pela AAA-Actives com a participação de 49% enquanto que a outra parte pertence ao banco “mãe” sul africano com o mesmo nome. Constituída aos 11 de Julho de 2009, a AAA-Actives (com o nome que se confunde com o da AAA-Seguradora), tem como acionista maioritário Carlos Manuel de São Vicente com 99,9% das ações e uma outra sócia Neide Patrícia Nunes Van-Dunem.

 

Depois de ter entrado na estrutura acionista do “Standard Bank-Angola”, Carlos Manuel de São Vicente e o seu filho Ivo Manuel Neto de São Vicente tornaram-se igualmente administradores não executivo do Conselho de Administração do referido banco, conforme alude a Acta da Assembleia Geral Extraordinária de 23 de Outubro de 2017 que o Club-K teve acesso.

 

Em 2017, meses depois da saída de José Eduardo dos Santos do poder, Carlos São Vicente concedeu uma entrevista ao Novo Jornal declarando que Angola é um país de corruptos. "Temos um país com 42 anos de Independência, que já foi uma colónia, quis ser socialista, depois perdeu-se e não sabe para onde vai", disse o economista concluindo que "Angola não tem dólares dos EUA porque é um país com corruptos que roubam com total impunidade o dinheiro do Estado, que é de todos nós".

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Caso AAA: Regime suspeito de lavagem de dinheiro



 



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