Lisboa – Os familiares do malogrado Kundi Paihama exigiram a retificação do programa fúnebre feito pelas autoridades no sentido de haver espaço para a leitura de uma mensagem enviada pelo antigo Presidente José Eduardo dos Santos (JES) que se encontra em Barcelona. Segundo apurou o Club-K, tratou-se de uma exigência da viúva determinando que a mensagem de JES será lida depois da mensagem do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Fonte: Club-k.net

Kundi Paihama vai a enterrar esta quinta-feira (30) no cemitério municipal de Quipungo, na província da Huíla, sua terra natal. A mensagem dos dois estadistas serão lidas no momento das honras fúnebres antes da decida da urna à sepultura (acompanhada da canção do batalhão “Onças da Montanha”, de que foi fundador).

 

Será igualmente lida uma intervenção da família, mensagem do BP do MPLA, do ministério da Defesa, das FAA, do governador da Huíla e por último a leitura do elogio fúnebre.

 

Reconhecido pelo seu carisma e poder de oratória, o general Kundi Paihama foi um dos dirigentes do MPLA que mais defendeu José Eduardo dos Santos. A datas do seu aniversário comemorada aos 9 de Dezembro, eram também assinalada com actividades, a semelhança do culto de personalidade que até 2017, o país se dedicava ao “28 de Agosto”, a data de aniversario do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

 

Numa das suas últimas entrevistas de Outubro de 2019 e recentemente reproduzida pela TPA, Paihama revelou-se desanimado com o clima hostil entre João Lourenço e José Eduardo dos Santos. O Club-K, sabe que ao prever que estaria de partida, o ex-ministro da Defesa Nacional, deixou um carta escrita para o actual Chefe de Estado, tal como um testamento familiar para os seus 15 filhos.

 

Kundi Paihama e João Lourenço tinha também uma ligação próxima. Ambos eram compadres, sendo que um das filhas do malogrado que atende por Ana Paihama é afilhada de João Lourenço. Ana Paihama – fruto de uma relação com uma cidadã de nome Esperança - nasceu em Benguela ao tempo em que Paihama foi despachado como governador provincial nesta localidade para render o então comissário provincial, João Manuel Gonçalves Lourenço.

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