Luanda - Considerado por muitos angolanos, como o estandarte da luta pela autodeterminação de Angola, as FAPLA, enquanto Braço Armado do povo angolano, como também era designado, não foi apenas um exército de homens e mulheres que lutaram para a manutenção da integridade territorial, foi sim, uma excelente academia, onde muitos se forjaram, quer no campo militar, quer no campo político e ideológico, e que muito contribuiu para o cumprimento do dever patriótico de defesa da Pátria.

Fonte: Club-k.net

Ao contrário de alguns exércitos africanos, com um forte pendor étnico, as FAPLA sempre foram multiétnicas, multiculturais, todos os angolanos, independentemente da sua condição e origem contribuíram para o seu engrandecimento.


Aos historiadores, caberá um dia, sem medos, livres de qualquer implicação afectiva, assumirem com toda racionalidade e frontalidade, a nobre tarefa de escreverem as grandes façanhas das gloriosas FAPLA.


Reza a história que entre 1974, data da sua constituição em Exército, pelo então Presidente Agostinho Neto, até à sua extinção, em 1992, as FAPLA constituíram-se como uma das principais instituições do nosso país, e granjearam um prestígio internacional fruto da sua combatividade, organização e disciplina.


Hoje, ao comemorarmos mais um aniversário da sua constituição, 46 anos depois, evocar as FAPLA não se afigura como um exercício melancólico e nostálgico. Não resulta de um sentimento de orfandade social, afigura-se sim, como um exercício que se enquadra na recuperação da memória social de um povo e das suas referências morais.


Ao longo da sua existência, as FAPLA conquistaram inúmeras victórias, e muitos foram os seus efectivos, entre homens e mulheres que se bateram heroicamente, possibilitando a conquista da paz, tida como mera utopia, numa paz efectiva, como realidade histórica.


Relembrar as FAPLA é reconhecer a grandeza daquela que foi uma das maiores instituições do país, cuja dimensão sócia histórica ficará eternamente inculcada na memória individual de alguns de nós.


A recuperação do passado através da história, é um processo que se perpetua no presente e nos remete para a ideia segundo a qual, a história não se nega, assume-se por inteiro.


Na verdade, tal como ontem, em cada Agosto que surgir, e enquanto um sopro de vida nos animar, vamos continuar a manter a chama viva para que a história não se apague jamais.

Honra e Gloria aos valorosos combatentes das FAPLA. João Pereira Massano


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