Lisboa – O Banco de Comercio e Industria (BCI), criou esta semana uma comissão de inquérito a fim de investigar a uma alegada fuga de informação respeitante ao vazamento de documentos sobre um credito de 420 milhões de kwanzas  que a sua PCA, Zenaida Gertrudes dos Santos Ramos Zumbi concedeu a si mesma para a compra de uma habitação.

Fonte: Club-k.net

PCA QUER ESCLARECIMENTO SOB  FUGAS DE INFORMAÇÃO 

A comissão é coordenada por um membro do Conselho de Administração que no inicio desta semana começou por ouvir alguns diretores da área de crédito.

 

O tema da criação de inquérito tem dividido os funcionários da instituição. Uns alegam que deveria se envolver a IGAE - Inspeção Geral da Administração do Estado de forma a investigar qual foi a atuação do Comité de Auditoria para a concepção de credito a PCA em tempo recorde, não obstante ter havido violação da lei das instituições financeiras que proíbe a distribuição de créditos bancários entre os membros do Conselho de Administração.

 

Uma outra corrente, próxima a PCA, defende que independentemente de ter ocorrido alguma irregularidade ou favoritismo na operação, o banco tomou como grave, o vazamento de documento, que no entender dos seus responsáveis revelou ausência de sigilo profissional pelo que procuraram fazer correções. Entendem ainda, que o vazamento de documentos, prejudica a credibilidade de um banco que prepara-se para a sua futura privatização.

 

A referida fuga de informação, aconteceu num momento “sensível” em que o Banco Nacional de Angola, na pessoa do seu governador José de Lima Massano tem questionado pela idoneidade de Zenaida  Zumbi para gerir um banco.

 

Antiga técnica do BPC, e com passagem pelo Banco Prestigio de onde foi afastada  por alegada incompatibilidade com Maria Luísa Abrantes, Zenaida Ramos Zumbi chegou ao BCI em Novembro de 2019, por conta da ministra das finanças Vera Esperança dos Santos Daves de Sousa, de quem é amiga de longa data. No círculo familiar ambas são citadas como sendo comadres.

 

O BNA, segundo fontes do Club-K, invoca que Zenaida Ramos Zumbi, que é jurista de formação, tem requisitos insuficientes na sua trajetória profissional para se tornar PCA de uma instituição bancaria em Angola.

 

Para além de Zenaida Ramos Zumbi, o BNA tem também apresentado reservas pelo perfil de um administrador do Banco Kwanza, Sandro Celso de Morais Miguel que estava a ser proposto como PCA. As reservas por parte do BNA, é de que Sandro Morais Miguel é arquitecto de formação, nunca teve passagem pelo banca, e estava a ser proposto pelo acionista maioritário Jean-Claude de Morais Bastos que é seu primo.


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