Luanda – O Governador e Primeiro Secretario provincial do MPLA na província do Cuanza-Sul Job Pedro Castelo Capapinha, está a ser citado em meios locais como tendo proibido o seu antecessor Eusébio de Brito Teixeira, de tomar parte de uma reunião do Comitê da Provincial que teve lugar na manha deste sábado, na cidade do Sumbe.

Fonte: Club-k.net

Eusébio de Brito Teixeira, que se encontrava em Luanda, onde vive, foi a semana passada convocado pelo secretariado do comitê provincial, para se deslocar ao Cuanza Sul para a referida reunião partidária. A convocatória foi extensiva ao coordenador do grupo de acompanhamento do MPLA à província, Álvaro Boavida Neto que chegou a cidade do Sumbe, na noite de sexta-feira, 4, igualmente ido de Luanda.

 

Na noite de desta sexta-feira, quando a caravana de membros vindos de Luanda, chegou a ao Sumbe, o segundo secretario do MPLA no Cuanza Sul, Eliseu Segunda Miranda contactou Eusébio de Brito Teixeira, que governou a província entre 2012 a 2018, informando que por orientação superior do Primeiro Secretario, Job Capapinha, aquele não poderia participar na reunião. Em resposta, o deputado e membro do comitê central do MPLA terá solicitado que lhe passassem por escrito a orientação de impedimento da reunião.

 

Ao fazer o retomar o contacto, já na manha deste sábado, o segundo secretário, Eliseu Segunda Miranda enviou por escrito, uma segunda alternativa a Eusébio de Brito Teixeira comunicando que “está autorizado a participar na abertura da reunião e depois é obrigado a retirar-se da sala”. Ao ver-se enxovalhado, e com o orgulho ferido, o antigo governador provincial decidiu não mais participar na reunião deste sábado por se sentir que a sua presença não era bem vinda por parte de Capapinha.

 

De acordo com fontes do Club-K, o Comitê provincial do MPLA no Cuanza Sul tem apresentado indicadores de ausência de coesão interna. As reservas que identificadas no actual primeiro secretário, Job Capapinha face ao seu antecessor é remetida a interpretações segundo as quais o governador provincial suspeita de que uma corrente afecta ao general esteja por detrás de grupos que atentam contra o seu poder. A dedução é apoiada no facto de que sempre que vai a província, é ao mesmo tempo aclamado por antigos colaboradores. Em Junho passado, o governador, Job Capapinha, exonerou cinco elementos do quadro temporário do seu gabinete, por motivações nunca esclarecidas.

 



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