Lisboa – Ouvido pela primeira vez no passado dia 30 de Setembro, quanto ao processo-crime 12/2020, que investiga negócios envolvendo o extinto Gabinete de Reconstrução Nacional (GNR), o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, “Kopelipa”, forneceu dados a PGR que abrangem outras figuras do regime como é o caso do antigo patrão da Sonangol, Manuel Domingos Vicente.

Fonte: Club-k.net

O processo em causa, investiga concretamente contratos celebrados pelo Estado angolano, representado pelo Gabinete de Reconstrução Nacional (GNR), pela SONIP- Sonangol Imobiliária para serviços referente a construção de projectos habitacionais, em Luanda.


Na breve audiência, “Kopelipa”, confirmou que de facto ele foi o Director Geral desta estrutura por um período de seis anos tendo depois sido forçado a sair por conta de recomendações médicas. Por outro lado, explicou que o GNR teve um DG Adjunto, Manuel Domingos Vicente que acumulava com as funções de PCA da Sonangol. Foi no período da sua saída do GNR que o seu adjunto assumiu interinamente o comando deste gabinete até a nomeação de um novo titular em Agosto de 2010, António Teixeira Flor.


No final da audiência, os magistrados entregaram ao antigo chefe da Casa de Segurança um documento em que lhe seria aplicada restrições mediante o Termo de Identidade e Residência (TIR) tendo rejeitado, assinar, justificando que o faria na presença do seu advogado que neste dia não se fez presente nas instalações da PGR. Uma segunda audiência foi remarcada para a terça-feira (6), mas no inicio desta semana, aquela alta patente na reforma apresentou um requerimento remarcando para o dia 13 de Outubro, a pretexto de que aguarda pela chegada do seu advogado que se encontra na capital portuguesa.



Criado em Outubro de 2004, o Gabinete de Reconstrução Nacional (GNR) operava na esfera da Presidência da República e por ai foram canalizados créditos da linha chinesa que estavam sob gestão da CIF- China Internacional Fund, uma empresa detida por elementos da confiança do antigo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos. Também fazem parte do CIF, o chinês Sam Pa levado ao regime pelas mãos de Manuel Vicente e que se encontra a cumprir uma condenação perpetua no seu país.

 

Dentre os protagonistas do CIF- China Internacional Fund foram até ao momento constituídos como arguidos, os generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento “Dino”. Há estimativas de que Manuel Domingos Vicente e Orlando José Veloso possam também ser chamados como declarantes tendo em conta que este mesmo processo (No.12/2020) investiga contratos celebrados pelo Estado angolano, representado pelo Gabinete de Reconstrução Nacional (GNR), e pela SONIP- Sonangol Imobiliária para serviços referentes a construção de projectos habitacionais, em Luanda.

 

Orlando José Veloso, antigo Presidente da Comissão Executiva da SONIP encontra-se em Portugal. Fontes próximas ao mesmo atribuem-lhe receios de regressar a Angola, a curto prazo receando  a  processos movidos pela PGR. Já, Manuel Domingos Vicente é dado pela autoridades judiciais como estando incontactável. Há informações de que se ausentou do país, em meados da semana passada, rumo a Europa.


Segundo apurou o Club-K, a PGR notificou igualmente empresas de fornecimento de material de construção, que prestaram serviços de transportes, apoio logístico, respeitante a empreitada de construção do projecto habitacional Zango 0, Kapari, Centralidade Kilamba, e outras, construídas com fundos provenientes do empréstimo da China.



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