Lisboa – Antigos funcionários do Consulado  Geral de Angola em Lisboa, planeiam enviar uma carta ao ministro das Relações Exteriores, Téte Antônio e a assessoria diplomática da Presidência da República, para protestar os actos de despedimentos do cônsul Narciso do Espirito Santo Júnior a pretexto de uma alegada crise financeira.

Fonte: Club-k.net

Diplomata alega “crise financeira” e  “ordens superiores” 

Os visados que perderam os seus empregos alegam que em 2018 quando foram despedidos, o cônsul Narciso do Espirito Santo alegou limitações orçamentais e financeiras resultante da crise financeira que Angola atravessa”.


“A esta orientação superior acresce, igualmente , o facto de se vir a registar uma queda significativa no volume de trabalho deste Consulado Geral e consequente diminuição da procura dos serviços por si prestados, o que provocou uma redução substancial das suas receitas , situação que se agravou nos últimos dois anos e que permanece”, lê-se numa carta de despedimento de um dos funcionários datada de Março de 2018.

 

Os antigos funcionários, alegam que terão notado que volvidos dois anos, o Cónsul Narciso do Espirito Santo voltou a usar o mesmo argumento de “crise financeira” e “ordens superiores” para realizar despedimentos, e por outro lado andou a empregar pessoas ligadas a sua família.

 

Segundo um levantamento, desde que chegou a Portugal, o Cônsul Narciso do Espirito Santo afastou 31 trabalhadores e por outro lado admitiu outros como Jessica Cristóvão com quem partilha afinidades familiares, e 'Laurinda' cujo o esposo é membro da sua família. Admitiu também uma empregada portuguesa para a sua residência além de três trabalhadores de origem cabo verdiana.


Os visados alegam que Narciso do Espirito Santo é o único Cônsul que passou por Lisboa que tem maltratado os funcionários e agora tomado a medida mais drástica de retirar emprego dos trabalhadores angolanos.


Já em 2016, quatro mês depois de ter tomado posse como cônsul na capital portuguesa, Narciso de Espirito Santos Júnior nomeou aos 4 de Julho daquele mesmo ano - através do despacho N69/CG/2016 -  a sua filha, Nariete Wuesa Casimiro do Espirito Santo para as funções de assistente estagiaria no Gabinete de Apoio do Cônsul. Mais tarde, ao ser advertido que a Inspeção do ministério estaria atenta ao suposto caso de nepotismo, o cônsul exonerou a filha e a colocou a trabalhar na empresa STEP AHEAD CONSULTING que presta serviços de informática ao consulado em Lisboa, numa espécie de permuta. Em troca, recuou da decisão de rescindir o contrato com esta empresa portuguesa de informática.


Em anteriores denuncias, o cônsul Narciso Espirito Santo Júnior fora acusado de realizar deslocações semanais a cidades portuguesas do Açores, a Madeira e ao Algarve, levando uma delegação na qual incluíam membros da sua família (esposa e uma sobrinha Lukeny  Casimiro,  funcionaria do gabinete do  cônsul ), todos eles com direito a ajuda de custos. No entender das denuncias chegadas ao MIREX, tais viagens tiveram como único objectivo o proveito das ajudas de custos.


No contacto com uma equipa da inspeção, Narciso Espirito Santos Júnior fez transparecer que estaria diante de uma “perseguição” por parte dos funcionários tendo fornecido uma lista com o nome de alguns trabalhadores na qual ele suspeita serem responsáveis pela denuncia as entidades em Luanda a volta dos seus gastos.


Há poucos dias, Diretor-Geral da Mwangole TV, Master Ngola Nvunji acusou, Narciso Espirito Santo Júnior de voltar a realizar despedimentos naquela missão diplomática a pretexto de estar a cumprir “ordens superiores” do ministro das relações exteriores Tété Antônio.


De acordo com fontes diplomáticas, os funcionários que estão a ser despedidos fazem parte de um grupo na qual o cônsul suspeita que sejam “espiões” de duas antigas vice-cônsul que o mesmo terá maltratado e se recusado efectuar pagamentos dos seus ordenados.


A publicação portuguesa “África Monitor” noticiou recentemente que Narciso Espirito Santos que está em fim de missão, tenciona despedir funcionários em retaliação por suspeitar que estes estarão por detrás de uma queixa que lhe foi movida junto a PGR de Angola, sobre a sua gestão.


“O cônsul-geral de Angola em Lisboa, Narciso Santo, respondeu a denúncias na imprensa e junto da Procuradoria Gera da República (PGR) ameaçando os funcionários do Consulado com despedimentos - considerados ilegais na actual situação de pandemia. O facto de a PGR ter aparentemente ignorado as denúncias, que começaram em 2019, é motivo de suspeitas de que Narciso Santo, em fim de missão, terá movido influências nesse sentido”, lê-se na publicação.


De entre as missões diplomáticas na capital portuguesa, o Consulado de Angola em Lisboa é o único que está constantemente em polêmicas de mal tratos aos funcionários e despedimentos. O novo ministro Téte Antônio nunca se pronunciou sobre a sangria que Narciso Santo estará a provocar no consulado angolano.


O silêncio do ministro chegou a ser associado a influencias movidas por Isabel Jesus Costa Godinho, a Cônsul Geral de Angola na cidade do Porto, ao norte Portugal, no sentido de “perdoar” Narciso Espirito Santos Júnior.

 

Filha do Consul estava nomeada como assistente

 

 



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