Lisboa – O ativista angolano Luís de Castro foi detido nesta quarta-feira (21), na cidade do Huambo,  depois de ter regressado da província de Benguela, onde teria se deslocado  para o cumprimento de uma alegada  atividade democrática. 

Fonte: Club-k.net

Segundo apurou o Club-K, apesar de estar fortemente comprometido a causas democráticas, a detenção do ativista foi movida por ações de fórum particular. Luís de Castro que é igualmente empreendedor terá fornecido maquinas de irrigação a um cliente, tendo entrado em incumprimento na entrega de acessórios. A outra parte acionou a Policia resultando na sua detenção.

 

A detenção de Luís de Castro está animar debates em meios acadêmicos na cidade do Huambo, havendo o entendimento de ocorrência de erros de interpretação por parte do Procurador que acionou a ordem de prisão. Segundo as discussões, existentes, o “incumprimento defeituoso”, em que o ativista é acusado, não se configura em atividade criminosa.

 

Por outro lado, há vozes ligada a grupos de alegados adversários do ativista que tem recorrido ao termo “burla” para descrever o acto a que incorreu. Quanto a isto, estudiosos na cidade do Huambo, explicaram ao Club-K, que “isso não é burla, mas sim incumprimento contratual por isso ninguém pode ser preso por divida”.


Para este estudioso que pede para não ser identificado, “se fosse burla, o senhor Luís de Castro não teria entregue qualquer prestação da encomenda e desde o inicio ele teria se furtado em cumprir o acordo feito entre as partes”.

 

O estudioso explica ainda que existe “uma fronteira muito tênue entre burla e o incumprimento do contrato, se de facto começou a entregar a incomoda e depois ficou sem capacidade para continuar, não vemos como transformar este comportamento em burla. Na burla, o visado tinha de ter o momento em que celebrou a intenção deliberada de não cumprir o acordo feito”

Ativista pede libertação

“A Polícia Nacional no Huambo prendeu o nosso companheiro, Activista Luís de Castro, fundador do projecto Jango Cultural! Não sabemos ainda os motivos da sua detenção. Tentei ligar para os seus contactos estão dar desligados. Apelamos ao comandante provincial da polícia do Huambo que ordene à soltura de Luís de Castro, imediatamente”, foi nestes termos que reagiu o ativista Dito Dali, do conhecido Grupo dos “15 + 2”.

 

Segundo Dito Dali “Temos compromisso para o dia 7 de Novembro deste ano, caso Edeltrudes Costa”, por isso entende que “A Polícia não pode ser instrumentalizada para satisfazer as frustrações e fracassos do MPLA. A polícia deve estar ao serviço dos cidadãos”.

 



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