Lisboa - Altos dirigentes afectos ao Comitê Central do MPLA, promovem, em meios informais,  a idéia  de que a coragem com que  Marcolino Moco torna a publico as suas posições  tem apenas  sido feitas porque o mesmo “já não esta dentro das estruturas”. Deixam  a impressão de que a sua zanga prende-se por não ter  cargo.


Fonte: Club-k.net


Nas explicações que dão a militantes do seu circulo intimo, o antigo Primeiro - Ministro,  Marcolino Moco é exposto  como um “militante indisciplinado” porque, de acordo com, o parecer que dão, os estatutos do partido plasmam que em caso de problemas, os militantes devem falar nas suas respectivas células ou comitê e não em publico como tem feito o também ex - Secretario Geral do MPLA.


Por outro lado, as fortes palavras de Moco, segundo Eugénio Costa Almeida reconhecido analista da lusofonia (In http://pululu.blogspot.com) “merecem uma forte ponderação e devem servir para abrir o debate político não só entre o “seu” MPLA (de que é “Militante livre”, como se identifica) como mesmo entre os diferentes partidos políticos nacionais.


De acordo com informações precisas, o desalinhamento de Marcolino Moco ao regime de Eduardo dos Santos terá iniciado ao tempo em que ainda era Secretario junto a CPLP. Há registros de episódios demonstrativos da situação  de humilhações e desprezo por que passou.


Exemplos dos casos mais sonantes.


- Ao tempo que era Primeiro Ministro raramente participava nas reuniões do conselho permanente do Conselho de Ministro (CM). Sempre que se realiza-se secções era enviado para o exterior em missão de serviço. (A comissão do CM é um órgão restrito do executivo encarregue nas altas decisões do executivo tais  como  compra de armas e etc ao qual fazem parte os da Defesa, Interior, finanças).


- Quando foi exonerado de Primeiro Ministro, verificou-se a purgas   de quadros acusados de estarem a si conotados, como Mateus  Junior, ex Ministro das Obras Publicas, Zeferino Estevão, ex Governador do Zaire  e outros.


- Na qualidade de  Secretario Executivo da CPLP,  foi recebido por vários Chefes de Estado, excepto por JES.


- Defendeu o dialogo com Jonas Savimbi na busca de entendimento ao tempo do conflito armado opondo-se a tese do regime de “fazer a guerra para acabar com a guerra”


-  Certo dia, vários dirigentes  aguardavam pela chegada do PR no aeroporto internacional de Luanda para cumprimentos. Quando o Chefe de estado desceu do avião cumprimentou a todos os  Ministro e a Marcolino Moco, JES recusou se estender as mãos dizendo lhe apenas, mais ou menos assim: “Boa tarde camarada, como vai”


- Quando regressou de Portugal vindo da CPLP, o regime retirou-lhe o carro e pretendia receber-lhe a casa no bairro  alvalade, alegando de que a mesma pertencia ao Estado. 


- O BCA, banco de que é acionista (junto com Lopo do Nascimento e outros) é alvo de exclusão. As empresas  publicas não estão autorizadas a fazerem pagamento de salários nesta instituição bancaria.


- Um filho seu, Lito Moco foi rejeitado no departamento de comunicação da Sonangol logo após ter regressado de fora onde se formou em fotografia. (Por norma, todos os ex bolserios da Sonangol  no exterior são automaticamente admitidos quando regressam a Luanda como aconteceu com Zenu dos Santos.)


- Foi o único dos antigos dos Secretários Gerais do MPLA que a direcção  do Partido rejeitou que fizesse parte da lista dos Deputados. (o ex - MP, Lopo Nascimento entrou, mas antes  um emissário foi ter com ele alegando que eram orientações superiores)


- No ano passado realizou o casamento de uma das filhas e teve dificuldades em fazer empréstimo ao banco para cobrir as despesas.


- Foi chamado recentemente por Dino Matross e ao entrar na sede do MPLA foi alvo de humilhação na hora da revista na portaria (mandaram lhe tirar inclusive o cinto, conforme noticiou o SA)


- A Secretaria do MPLA, Joana Lina quando o vê já não  cumprimenta (Revelação tornada publico pelo mesmo)


Segundo informações idôneas, o antigo Primeiro Ministro foi acumulando  estes e outros casos de desprezo na qual os seus antigos camaradas consideram como  motivazões secundarias  demonstrativas da  sua insatisfação  ao regime.  Há suspeitas de casos de outros camaradas que devem passar pela mesma situação mas  que não podem falar por motivações (dês)conhecidas.



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