Luanda - “Nós, desde o início da pandemia em Angola, já perdemos três motoqueiros mortos barbaramente”, frisou Osvaldo Gouveia, presidente da Associação Provincial de Motocross de Luanda (APMCL)

Fonte: OPAIS

Uma equipa de efectivos da Polícia Nacional, destacada no Comando Municipal do Kilamba Kiaxi, está a ser acusada de ter matado a tiro, por volta das 23horas de Quinta-feira, o campeão de motocross da classe de 150 centímetros cúbicos de Luanda, Declenio de Carvalho, mais conhecido por Dé, revelou aoJornal OPAÍS, Osvaldo Gouveia.

O presidente da APMCL disse ter sido informado que o piloto, que tinha menos de 23 anos de idade, terá sido vítima de um disparo feito à queima-roupa por não ter obedecido a uma ordem de paragem dos agentes policiais. No momento, ía em companhia de um amigo em casa de um familiar.

“A informação que temos, vinda mesmo dos próprios polícias, é que ele e um outro rapaz foram alvejados com vários disparos por não terem parado. Eles desciam para o Cassequel e parece que os mandaram parar ao que negaram”, frisou.

O presidente da APMCL disse que este é o segundo piloto que é morto por polícias nestas circunstâncias. O primeiro assassinato ocorreu entre Fevereiro ou Março. “Isso já começa a ser muito preocupante. O Dé era o nosso campeão na classe de 150 centímetros cúbicos. Somos uma instituição que colabora com o Estado e, se essa moda pega, as coisas ficarão feias”, frisou.



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