Luanda – A Procuradoria Geral da República formalizou recentemente acusações contra o cidadão libanês Ahmad Kushimar (actualmente em parte incerta) e um cumplice angolano Miguel Francisco Ribeiro Mateus pelos crimes de falsificação de documentos, uso de documentos falsos, falsificação de outros escritos e por abuso de confiança, todos previstos pela na Lei Penal Angolana. Ambos são arguidos do processo crime Nº 900/20 PGR TPLDA, na qual terão usado a empresa Maximus LDA, detida por Miguel Ribeiro para transferências monetárias pertencente a empresa angolana RIUSOL S.A do cidadão, Rui Manuel.

Fonte: Club-k.net

Os arguidos segundo a acusação, pretendiam empreender na indústria transformadora de plástico , mas não tinham uma estrutura societária para levar a avante o seu intento pelo que terão contactado o lesado Rui Emídio Manuel e estabeleceram uma relação de negócios que teve inicio no ano de 2012, pôs segundo a acusação sabiam que o mesmo era sócio da empresa RIUSOL, Comercio Geral e Industria.

 

No âmbito da parceria, o lesado passou uma procuração ao arguido Kushmar Ahmad onde conferiu poderes especiais para o mesmo movimentar a conta da sociedade RIUSOL no Banco Millennium Angola.

 

O lesado, prossegue o documento que o Club-K teve acesso, apenas se apercebeu do que se estava a passar em finais do mês de Setembro de 2018, quando o mesmo deslocou-se a fabrica e verificou que um dos funcionários usava uniforme sem a timbre da sociedade RIUSOL, facto que fez indagar o respectivo funcionário e despoletar o presente processo crime.

 

Acusação pela PGR, acontece segundo o analista João Manuel “Depois de variadas tentativas de ludibriar a justiça, com subornos, tráfico de influência e muitas outras artimanhas que infernam a justiça angolana, que não mediram esforços, para fazer passar a farsa, de que Ahmad Kushimar era investidor, sem mesmo nunca ter tido uma única conta bancária, nem nunca ter conseguido fazer prova do suposto investimento à RIUSOL S.A”

Segundo João Manuel, o despacho de acusação, é claro, “consta do mesmo as declarações do senhor Miguel Francisco Ribeiro Mateus, arguido, que afirmou em ato de interrogatório e em aditamento que “a assinatura feita no contrato da cessão da posição contratual, não era do senhor Rui Emídio Manuel, dono da empresa RIUSOL S.A, (queixoso) mas sim do senhor Ahmad Kushimar, porque detinha uma procuração, que segundo o mesmo lhe dava poderes para o efeito”.

 

Para o analista angolano “Tal declaração que constitui prova mais do que evidente, que ouve um acto concertado entre os arguidos, sendo o senhor Miguel Francisco Ribeiro Mateus, o autor Moral desses crimes, executado pelo suposto investidor, o senhor Ahmad Kushimar, que neste momento encontra-se foragido”. O facto de estar em parte incerta, é interpretado por João Manuel como um sinal de que o cidadão libanês Ahmad Kushimar estará a recear ser detido pelas autoridades “porque o mesmo tem noção que a farsa caiu e que terá de responder juntamente com o seu comparsa, por todos crimes cometidos, e pelo desfalque causado a empresa Riusol, e consequentemente ao seu dono”.

 



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