Luanda – Adalberto Costa Júnior é, até ao momento, o único deputado da Assembleia Nacional de Angola que não toma proveito pessoal do salário mensal a que tem direito como membro da casa das leis. Desde que assumiu a liderança da UNITA, em Novembro de 2019, o político abdicou de todo o seu salário revertendo para os cofres do partido.

Fonte: Club-k.net

Desde a abertura do multipartidarismo em Angola, os diferentes presidentes da UNITA, estabeleceram agenda própria quanto a acomodação na casa das leis. Em 1992, Jonas Savimbi, o líder fundador da UNITA, havia determinado que em caso de vitória as eleições naquele ano, iria abdicar da liderança do partido para poder dedicar-se exclusivamente pelos assuntos de Estado. Em caso de derrota, Savimbi dedicar-se-ia apenas ao partido com Carlos Morgado a liderar a bancada parlamentar.

 

O seu sucessor, Isaías Samakuva, assim que foi eleito como deputado, nas eleições gerais de 2008, optou também por dedicar-se exclusivamente ao partido pondo de lado a casa das leis. Já, Adalberto Costa Júnior, decidiu que deveriam seguir o modelo universal com destaque ao da região austral de África em que os lideres dos maiores partidos da oposição intercalam fazendo a política no parlamento para ganhos políticos. Costa Júnior, não renunciou o seu posto de deputado, como fez Samakuva, no passado, mas por outro lado dispensou os salários a  favor do  partido.

 

Ao renunciar, o salário de deputado, o líder dos “maninhos” tem sobrevivido com uma reforma a que tem direito no quadro dos acordos de Luena, que enquadrou todos os altos responsáveis e oficiais da guerrilha da UNITA, na caixa social das forças armadas angolanas. Antigo porta-voz da guerrilha da UNITA, na Europa, e treinado em contra inteligência nos Marrocos, Adalberto Costa Junior desmobilizou-se como brigadeiro, logo após ao fim do conflito armado, em Angola.

 

 



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