Luanda – O silêncio no direito de reposta e contraditório do empresário Enoque António Rodrigues Francisco ao portal Club-K Angola, como o mesmo teria prometido, após ter se recusado a nossa solicitação para o efeito, sobre uma denúncia contra si acusado de ter burlado a um camponês, o terreno onde este terá erguido o centro comercial “Kilamba Shopping”, fez-nos desmontar outros capítulos do episódio que, afinal, está supostamente envolvido o general António Francisco (Patono) de quem Enoque diz ser filho, segundo apurou o Club-K.

Fonte: Club-k.net
Burlads.jpg - 58,56 kBO ofício mais recente com poderes juridicamente legal para a retirada de Enoque Francisco do imóvel alheio, a favor de António Sebastião Manuel, está ser mais uma vez ignorado pelo mesmo, com a data de 8 de janeiro de 2021, saído do “Gabinete Municipal de Fiscalização e Inspecção das Actividades Económicas e Segurança Alimentar” de Talatona, com a “REF 99/DMFIAESA/AMT/2021”, ASSUNTO: FORÇA PÚBLICA, enviado ao Comando da Polícia Nacional do Município de Talatona.

A missiva solicita ao comandante local o auxílio da Polícia Nacional no sentido de se repor a legalidade a favor da vítima, mas o processo continua sem pernas para andar. Enquanto isso, o invasor, suposto filho do general continua a explorar o espaço.

O documento saído daquele gabinete municipal foi exarado em resposta ao ofício n.º 2164 de 21 de dezembro de 2020, que teria chegado ao gabinete do administrador municipal, enviado pelo comando da polícia de Talatona, este que no mesmo período teria igualmente recebido um ofício N.º 501/2ª SECÇÃO SALA DO CIVEL E ADM./014. PROC Nº 0021/14-B, ASSUNTO: Requisição de Força Pública, com proveniência do Tribunal Provincial de Luanda, assinado pela Juíza de Direito, Ana Raquel Pitra, de 08 de agosto de 2014, e o comando por sua vez, reencaminhou-o ao administrador para parecer administrativo e se fazer cumprir a legalidade, sempre a favor do antigo camponês, António Manuel Sebastião.

A verdade é que até agora ainda nada foi feito para se devolver o imóvel ao legítimo dono. Ainda segundo novos dados, Enoque Francisco confia-se protegido por altos oficiais superiores da Polícia Nacional, administradores e dirigentes influentes no sistema de justiça angolano, para além do seu suposto pai (general Patono).

A estes oficiais, esclarece uma fonte também aliciada pelo empresário, Enoque “vem negociando subornos com promessas milionárias para a sua protecção contra possível despejo que venha sofrer por força jurídica, através de mandados judiciais do Tribunal Provincial de Luanda”, já em posse da administração municipal de Talatona e do comando da Polícia Nacional naquela municipalidade, território onde se encontra o imóvel em litígio desde 2013.

Conforme a fonte do Club-K, o ainda dono do “Kilamba Shopping” teria supostamente garantido a um oficial superior da polícia (com a patente de comissário) um valor monetário de até 200 milhões de Kwanzas, caso o defendesse do eminente despejo.

Do mesmo modo, outras entidades influentes terão igualmente recebido garantias de compensações milionárias em troca de sua defesa abusiva, cujos nomes destes presumíveis corruptos omitimos criteriosamente, mas este portal vai revela-los em próximas reportagens, tão logo se confirme em número superior a dez, como base na lista em posse da investigação Club-K.

O Club-K sabe de fonte próxima ao mesmo Enoque Francisco (acusado de burla e abuso de poder), que o mesmo está consciente e assume nos bastidores, junto de comparsas e sócios investidores, a sua intenção de usurpar os 60 hectares de terreno alheio por si ocupado por via da força, documentos fraudulentos e influências de que goza junto das autoridades, tanto é que o último ofício do tribunal que confere legitimidade a vítima continua parado, mesmo com o reconhecimento das autoridades locais de que Enoque não apresenta nenhum documento legal para se manter no espaço.



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