Luanda - Na Aviação, a grande maxima corresponde a três simples palavras/fases: voar, navegar, comunicar.

Fonte: Club-k.net

De facto importaria sim, melhor assistir a tutela do Ministério dos Transportes, com o devido detalhe e soberba propriedade, por parte daqueles que por desígnio, terão a responsabilidade na multiplicidade do conhecimento e da experiência.


A severidade da crise do Covid-19 poderá ter interrompido e até por meio do seu impacto e das causas improváveis, desconstruir por tempo indefinido, muitas das métricas do desempenho na aviação em Angola.


No entanto o que se evidencia amiude e estampado na grande entrevista, será sem equívocos, uma narrativa que não atende a pragmatica da evolução do sector, nem o impulsiona numa Visão coerente de futuro.


Para não ferir suscetibilidades, não irei ater-me ao que ficou dito ou omitido, mas literalmente, à excepção da SGA, não se viu referências com o merito da realidade e no concurso do que importa restabelecer, no quadro da melhoria consentânea.


Na Aviação, o que determina o curso e sucesso, são muitas, mas essencialmente o que prevalece, são as vantagens comparativas e competitivas do transporte aéreo, como elemento estratégico para a integração do território nacional, para encurtar distancias e ou aproximar povos e culturas, no impeto das trocas comercias e de turismo, carga e correio.


Se nos detivermos com acuidade, denota-se que até ao limiar dos constragimentos da pandemia, se verifica apatia e relaxamento na actuação, apesar das inúmeras oportunidades num mercado da Aviação, então em franca expansão. Não se procurava a autonomia e a capacidade de realizar o mais que se pudesse em sede propria. Descurava-se a preocupação e o esforço de superar os profissionais; limitávamo-nos a contratar e sub-contratar. Pois no mais, alimentou-se na aviação civil o simples e tacanho modelo de reinterpretar o êxito na realização perfeita, tendo pilotos e lindas assistentes de bordo; nesta senda o sector e a sua vitalidade, escorava-se na dependência a que muitos gestores se socorriam (expatriados por tempo ilimitado e sem cobrança na transferência de know-how).


Pelo que se dá perceber, o Hub só irá ocorrer no quadro da exploração do novo Aeroporto de Luanda, cuja conclusão não estará ainda aprazada, mas que no entanto no melhor cenário irá ter por termo um prazo não inferior à 24 meses, a que se irá acrescer um periodo aproximado de 18 meses para observar a respectiva certificação, portanto dito isto, estará adiado sensivelmente para os próximos 4 anos. Todos poderemos estar certamente de acordo que mediante a realidade dos factos, e dos condicionalismos, teríamos várias outras nobres propostas e desafios, para impulsionar o investimento e a melhoria efectiva da Aviação Civil em Angola e assim traduzir-se num radar do desenvolvimento e progresso do Pais.


Nesta perspectiva, importa destacar Angola, no sector aeronáutico, numa óptica de dimensões continentais, e desde logo, precisarmos de voar para fora, porém cá dentro “sem descurar a existência de bases operacionais”; propiciar o turismo e o fomento das trocas comerciais com maior intensidade, estabelecer nos principais aeroportos nacionais a operação regular H24, e desenvolver esforços no sentido de que o trafégo doméstico e regional representem uma fatia considerável do total dos movimentos nas estatísticas aéreas, evoluir, crescendo para 2 dígitos, de modo que se aproximam ou superiores a 50%. Utilizar com racionalidade, a experiência acumulada e o potencial dos quadros e consultores nacionais.


Um aspecto crucial e que proporciona grande sustentabilidade; é a proeminente filosofia, no quadro do conhecimento e da qualificação, com respeito intrinseco na hierarquia do saber, daí que importa um investimento e funcionalidade adequada de Centros de primeira grandeza, destinados a Formação e Treinamento (Academia), adistritos as companhias e as empresas associadas a actividade aeronautica; a opção eventual pela instalação de simuladores para treino e reciclagem dos pilotos/pessoal de cabine/controladores do trafego aéreo entre outros, assim como, a aprovação pelo INAVIC, de centros técnicos de manutenção, compativeis com a especificidade da actividade, quer na TAAG, quer na ENNA, na busca incansável de autonomia, a resiliência do sector, e na redução considerável dos encargos e seu reflexo positivo na segurança e com incidência nas tarifas aos passageiros.

 

Ontem, durante o debate, teriam ficado muitas perguntas sem resposta, mas igualmente a evidência de um “deficit” no interesse dedicado da classe de jornalistas, que por qualquer outra razão, ainda não têm inclinada apetência na especialização em materias aeronáuticas.
Como se sabe, transformar um aeroporto num HuB não será mero exercício administrativo, mas corresponde a várias variáveis e a factores determinantes, na conjugação da economia. Por ironia, todos Hub na nossa Su-região ou em Países em vias de desenvolvimento têm assegurada a sua operação a partir de 100% de pessoal nacional.

A nivel das prioridades, temos que convir que a proibição que impende sobre o sobrevôo no espaço aéreo europeu, assume contornos inadiáveis na sua abordagem, porque no conjunto espelha inconformidades, e uma carência sistémica, assente numa justificativa associada a limitação e premissas de segurança.



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