Lisboa - A Procuradora Isabel Fançony de Almeida Ventura Nicolau, 44 anos, que se tornou celebre no processo dos “15 + 2” foi no passado dia 17 de Fevereiro, chumbada com 14,5 valores no concurso público curricular para o provimento de 12 vagas para a categoria de Procurador-geral adjunto da República.

Fonte: Club-k.net

Na sua condição foram igualmente chumbados outros magistrados notabilizados por subverterem os princípios da magistratura como são os casos de Antônio Nito (conhecido por receber ordens superiores para prender ativistas em Cabinda); Elizete da Graça Paulo Francisco (envolvida em peculato fazendo uso da sua conta pessoal para o depósito de pagamento de Caução e valor de apreensões) e Yamanjá Arminda de Oliveira Fortunado Videira, também conhecida por no passado aceitar receber orientações superiores do gabinete de um antigo Ministro do Interior.

 

Isabel Fançony Nicolau, a mais notável entre as reprovadas, representou o Ministério Público, ao longo da sua carreira em casos mediáticos como o “caso SME”, “caso BNA”, “caso Mingão” e igualmente o caso Gindungo, envolvendo um dirigente do MPLA, Miguel Catraio. Contudo, seria em 2015, que ela viu a sua carreira prejudicada ao se juntar ao antigo PGR João Maria de Sousa, na fabricação de um processo em que acusaram os chamados “15+2” de planos para um golpe de Estado e tentativa de assassinato ao ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

 

Na altura, ao notar que o seu trabalho não dignificava o nome da sua família, nem a justiça angolana, Isabel Fançony Nicolau passou apresentar-se nas sessões do Tribunal mascarada cobrindo o rosto, usando óculos escuros, e exageros de maquilhagem, para não seu identificada pelos membros da sua família e vizinhos.

 

Passados 6 anos, e num período em que o país, distancia-se de magistrados que no passado ajudaram a subverter o Estado angolano com processos forjados, esta discípulo do general João Maria de Sousa, reaparece como aspirante a segunda figura da magistratura judicial em Angola.

 



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