Lisboa – O administrador municipal do Cazenga, Tomás Bica Mumbundo foi orientado a não falar mais aos órgãos de comunicação social “até às últimas orientações”. A orientação, foi recentemente dada pela governadora provincial de Luanda, Joana Lina Ramos Baptista Cândido, a margem da última reunião com altos responsáveis provinciais.

Fonte: Club-k.net

“Camarada Tomás Bica para, para de falar a imprensa, até às últimas orientações”, terá dito a governadora num momento em que se revelou áspera para com o jovem administrador municipal.

 

Segundo apurou o Club-K, a posição da governadora foi na sequencia de pronunciamentos públicos e desalinhados em que Tomas Bica entrou em disputa com o seu colega de Cacuaco, Auxilio Jacob respeitante ao espaço usado como mercado (do Kikolo) em que ambos reivindicam a sua titularidade.

 

Para além deste episódio, surgiram reclamações segundo as quais, em menos de 60 dias da sua nomeação, o administrador Tomas Bica procedeu com nomeações a nível do município do Cazenga sem a ratificação do Governo Provincial de Luanda, como foram os casos da diretora municipal da saúde e da educação do município mais populoso da capital angolana.

 

Enquanto administrador do Cazenga, Tomas Bica, é dado como tendo extrapolado ao propor as instancias máximas, exoneração do delegado municipal do Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) do Cazenga tal como ao do comandante municipal da Polícia Nacional. A desavença com o comandante municipal terá sido determinada ao pedir a este mudanças do corpo policial na esquadra da localidade do Kalawenda, no Cazenga.

 

Pelo lado da oposição, o administrador Tomas Bica, é acusado de ter dado rosto por uma milícia denominada “Turma do Apito”, integrada por supostos ex- marginais do município do Sambizanga.

 

Na segunda-feira, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Administração Municipal do Cazenga promoveu, uma acto de homenagem à mulher do Cazenga, no Marco Histórico aos Heróis do 4 de Fevereiro onde cerca de 200 mulheres receberam rosas e diplomas de mérito, em gesto de reconhecimento pelos seus feitos. Na ocasião, dois órgãos de comunicação (TV Marçal e RNA) quiseram entrevistar Tomás Bica Mumbundo mas este recusou falar em obediência as orientações baixadas por Joana Lina.

 



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