Luanda - O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) condenou o comportamento da Polícia Nacional, que reprimiu nesta quarta-feira, 10, os estudantes do Instituto Superior Politécnico Tocoísta, que se manifestaram defronte às instalações da instituição, contra a subida de emolumentos.

Fonte: Club-k.net

Em nota tornada pública, o secretariado nacional para o Ensino Superior do Movimento de Estudantes Angolanos repudia a atitude negativa dos homens da farda azul, que de acordo com o MEA “actuaram com armas de fogo, como se estivessem a caçar delinquentes”.

A acção da corporação, segundo a organização liderada por Francisco Teixeira, culminou com disparos de armas de fogo diante dos estudantes indefesos, que pretendiam tão somente exercer os seus direitos consagrado na Constituição da República de Angola (CRA), tendo sido detido um dos estudantes, “durante a manifestação livre e pacífica convocada com antecedência pelos estudantes do Instituto superior Politécnico Tocoísta”.

“O papel da Polícia Nacional não deve ser somente disparar sem nexo e razão, por isso, reprovamos pelo facto de ter violado os direitos dos estudantes de manifestarem o seu descontentamento dos altos emolumentos, tais como a subida da prova de recurso para 10 mil kwanzas, em pleno país onde o salário mínimo é 16 mil Kwanzas e esta razão de manifestação, a Polícia Nacional não tem a plena consciência e não tem noção da realidade interna que os estudantes vivem”, lê-se.

Para o Movimento dos Estudantes Angolanos, “a forma que a Polícia Nacional trata os delinquentes, vulgo bandidos, não deve ser a mesma que se trata os Estudantes universitários”.

“Precisamos de uma Polícia educada e que pergunta aos estudantes, antes de qualquer actuação sem nexo, em defesa de um grupo de negociadores do Ensino Superior”, refere.

A nota de “repúdio” assinala que, nos próximos dias a direcção do MEA vai manter um encontro com os responsáveis do Instituto Politécnico Tocoísta, “com vista a apurar os factos do que se passou e porquê disparam contra os estudantes bem como o porquê da presença militar que culminou com a detenção ilegal contra um estudante”.

 



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