Lisboa – A governadora Provincial de Luanda, Joana Lina Ramos Baptista Cândido, é citada em meios políticos na capital do país como tendo dado um “tiros no próprio pé” ao reabilitar gestores que no passado foram exonerados por problemas de gestão impropria.

Fonte: Club-k.net

No passado dia 11 de Março, a governadora fez sair despachos relativos à exoneração e nomeação dos novos responsáveis de direcção e chefes de departamentos do GPL, na qual se destaca o regresso de um gestor Hélder da Conceição José como novo diretor-geral do Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda, em substituição de Antônio Pedro Bunga, para qual havia sido nomeado por despacho no 585/GGPL/2018, de 15 de Outubro de 2018.

 

Arquiteto de formação, Helder da Conceição José exerceu o cargo de diretor do IPGU tendo deixado há 11 anos. Na altura foi afastado pelo então governador de Luanda, José Maria Ferraz, por alegadas “orientações superiores” em função de antecedentes “menos bom” que o associavam a esquemas burocráticos que punham em causa as políticas habitacionais do Estado angolano.


Hélder José é reconhecido pelo atributo de ser uma pessoa empenhada no trabalho e como um profissional de cuja a área de domínio é a arquitectura de madeira. A seu desfavor, ao tempo de DG do IPGU recaiam-lhe inúmeras reclamações que tinham como depositário, o antigo Vice-governador de Luanda para área técnica, Bento Soito. Alguns empresários do ramo imobiliário reclamavam terem estado sujeitos a desembolsar a quantia de USD 100 mil para obter assinatura do mesmo nas papeladas de legalização de terrenos para construção de condomínios nos arredores de Luanda.


O IPGU tem a importância de ser um instrumento de orientação da gestão urbana de Luanda. Hélder José foi, na altura, nomeado pelo antigo governador Job Capapinha. A preferência de Capapinha pelo mesmo era associada a cumplicidades que ambos tinham nos supostos esquemas. Refira-se que para facilitarem o plano de massa para construção de um prédio, ambos tinha a reputação de “pedir” um andar em troca. Um dos intermediários destas negociatas era um elemento, Luís Manuel da Mota, mais tarde colocado como assessor do Governo Provincial de Luanda.


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