Luanda - Aumentou a lista de pessoas envolvidas no desvio de mais de 100 milhões de dólares resultantes de operações efectuados ao exterior do país, pelo Ministério das Finanças e o Banco Nacional de Angola.


Fonte: Apostolado

 
Segundo uma nota publicada no jornal O PAÍS são já 40, o número de pessoas envolvidas no roubo identificadas pela Procuradoria-Geral da República.


Fazem parte da lista de acusados filhos de algumas figuras do governo. O analista Justino Pinto de Andrade considera a participação destas entidades como resultado da cultura do enriquecimento fácil.


“O jornal fala do filho do Kwata-Kanawa, que é o actual Ministro dos Assuntos Parlamentares. Aqui chama-se a atenção pelo facto de ser criada esta cultura, o que no fundo estes jovens são produtos da cultura que se criou no país: A cultura do business, a cultura dos jovens de que, afinal, o importante é ter dinheiro” – revelou.

 
Justino Pinto de Andrade lamenta a participação dos filhos de pessoas ligadas ao poder em questões económicas e não em assuntos como os direitos humanos.


“Dificilmente encontra os filhos dos dignitários do estado, por exemplo, em conferências ligadas a questões sobre direitos humanos, como problemas da defesa da democracia, enfim” – exemplificou.


O analista e Professor Universitário defende ainda que se deve fazer uma investigação mais profunda quanto a esta questão, mas que se tenha muito cuidado ao se aplicar a regra da TOLERÂNCIA ZERO anunciada pelo Presidente da Republica.


“É um caso concreto que foi detectado, numa relação Banco Nacional e Ministério das Finanças, mas se nós recuássemos no tempo e se fossemos investigar como é que as pessoas enriqueceram não ficava ninguém. Fica tudo na cadeia, praticamente” – precisou.



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