Luanda – Duas figuras históricas da UNITA, José Samuel Chiwale e Miraldina Olga Jamba não vão participar do almoço da paz a ser realizado amanhã 2 de abril, no Jardim do Palácio Presidencial.

Fonte: Club-k.net

EM SOLIDARIEDADE AO PRESIDENTE DA UNITA

O almoço esta a ser promovido pelo Presidente da República por ocasião do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional tendo convidado figuras históricas da Luta de Libertação Nacional.

 

A nível da UNITA, João Lourenço convidou igualmente Isaías Samakuva, antigo líder da UNITA, Abreu Muengo Kamorteiro, antigo e último CEMG das extintas forças militares da UNITA), que agora é figura apartidária por conta das suas funções nas forças armadas angolanas.

 

Paulo Lukamba “Gato” que até o ano de 2002, chefiou a comissão de gestão da UNITA que rubricou com o governo os acordos de paz de Luena, foi também colocado na lista negra do Presidente João Lourenço para não tomar parte do almoço da Paz.

 

“A verdade é como azeite...! A história o absolveu de todas as calúnias. Nem foram precisos tantos anos para hoje sabermos que afinal o general Lukamba Gato sempre fez parte da "lista negra" do regime”, reagiu no facebook, o Zito Paiva, um antigo militar da UNITA, que leciona matemática na cidade do Huambo.


Respeitante a José Samuel Chiwale, co-fundador da UNITA e Miraldina Olga Jamba, histórica da LIMA, fontes consultadas disseram ao Club-K que ambos desmarcaram-se no almoço da paz, em solidariedade para com o líder do seu partido, Adalberto Costa Júnior que foi excluído pelo anfitrião João Lourenço. Embora não seja uma figura histórica do nacionalismo angolano, analistas da sociedade civil entendem que Costa Júnior deveria ser convidado por ser o líder do partido que junto com o MPLA e a FNLA subscreveram aos acordos de Alvor de 1975, em Portugal, e mais tarde subscritor dos acordos de paz de Bicesse, que pôs fim ao regime de partido único em Angola abrindo as portas para o sistema democrático.

 

“João Lourenço declarou um plano de isolamento contra o Adalberto Costa Júnior por não ter aceite ser bandido e vendido aos pés do MPLA para fazer aquela oposição orientada e controlada pelo regime, pois que ACJ quer ser poder em 2022. Fazer o papelão de que faz o Lucas Ngonda e Benedito Daniel não consta da agenda política do ACJ, o homem quer ser poder...”, lê-se num texto de opinião de autoria do ativista Dito Dali, integrante do caso “15 + 2”.

 

Para Raul Diniz, antigo quadro da Sonangol, “É ilegítimo e mesmo incompatível com o papel de presidente da república, proceder com tanto ódio contra o presidente da UNITA. Os angolanos é que escolheram amar, admirar e fazer de ACJ, o seu candidato favorito. É uma tristeza e falta de cortesia da parte do mandatário maior do país, excluir o líder do maior partido da oposição Adalberto da Costa Júnior, de participar do almoço do dia da paz e/ou dos veteranos de guerra”.

 

“Convidar Isaias Samakuva, ex-presidente da UNITA, e não convidar ACJ, é o mesmo que declarar uma guerra silenciosa, além de ser uma clara e inegável intromissão nos assuntos internos da UNITA. O papel mais importante do presidente da república, é pacificar e moralizar a sociedade”, considera Raul Diniz.

 



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