Luanda - Ao anunciar a privatização do Banco de Comércio e Indústria (BCI), o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, disse que a medida serve para testar como anda o apetite dos mercados pelas grandes empresas do Estado, que o Executivo de João Lourenço listou para serem privatizadas.

Fonte: VOA

Para alguns especialistas, contudo, a medida é uma péssima ideia mas há quem aplauda.

 

Economistas pensam que a venda deste activo é uma precipitação e o especialista Estêvão Gomes diz que o Executivo está a passar um certificado de incompetência à gestão de bens públicos.

 

Ele entende que o BCI é um activo valioso não sendo oportuno privatizá-lo agora.

 

"O Governo está a mostrar que não tem capacidade em fazer gestão pública, quer tirar um peso sob suas costas para atribuir a privados mas acho ser uma péssima ideia”, afirma Gomes para quem "é prematura esta venda porque o BCI nas mãos do Estado, com uma boa gestão. pode render lucros imensuráveis",

 

Na mesma linha de raciocínio, o economista Faustino Mumbica entende ser a venda do BCI um pretexto para escamotear outras intenções e afirma que o BCI é uma propriedade valiosa que vai ser vendida "a preço de banana", seguindo a prática de vender propriedades do Estado “em processos bastante opacos, sem qualquer concurso público”.

 

"A isto chamamos negócio de compadres, o que configura crime de colarinho branco", afirmoa

 

Mas há também quem olhe para esta venda do BCI com optimismo como é o caso do consultor económico Galvão Branco para quem a venda “é um bom indício” de avaliação de activos públicos “de dimensão razoável”.

 

a alienação do BCI é a “primeira privatização no setor financeiro e o seu resultado será muito importante para entender todas as que vierem a seguir”.

 

“Dentro de pouco tempo outras empresas se seguirão nomeadamente as do sector de seguros, dos diamantes e do petróleo que poderão ter neste processo do BCI um paradigma a observar”, acrescenta aquele economista.

 

Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, o ministro Manuel Nunes Júnior afirma acreditar que a pritavização do BCI "será muito importante para entender todas as que vierem a seguir”.

 



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