Luanda - O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) vai apresentar uma queixa-crime contra o comandante da Polícia Nacional (PN) de Luanda por alegados actos de brutalidade e roubo cometidos por agentes durante uma manifestação no passado sábado.

Fonte: VOA

A manifestação foi convocada para protestar contra os emolumentos no ensino universitário e teve o apoio de activistas e estudantes noutras cidades.

 

O presidente do MEA, Francisco Teixeira, acusa os polícias em Luanda de "actuarem como bandidos, gatunos”.

 

“Quando chegaram, era meter a mão no bolso das pessoas tiraram dinheiro, telefones, eram autênticos arrastões, como aqueles do Brasil, aqueles não eram policiais são gangues e o comandante provincial deve-se envergonhar", denuncia.

 

"Vamos levar uma carta ao Presidente da República, às embaixadas aceites em Luanda, à CEAST. Nós não vamos admitir e deixar impunes esta brutalidade policial, havia estudantes menores de 16, 17 anos que foram torturados pela Polícia de Intervenção Rápida", acrescenta.

Durante a conferência de imprensa, o MEA apresentou alguns estudantes que foram vítimas de agressão da polícia.

Joaquim Jamba e Domingos da Costa, de 18 anos, Suzana Domingos, 16, Luís Manuel e Osvaldo Feliciano, este último portador de deficiência, acusaram a polícia de os ter agredido.

 

O professor universitário Kungulo Tyaka Tyaka também se solidarizou com a causa dos estudantes e foi igualmente espancado.

 

O porta-voz da PN em Luanda Nestor Goubel diz que não tem conhecimento destes relatos, mas que houve apenas algum desentendimento e que alguns foram levados à esquadra para esclarecimentos.

 

"No dia da manifestação, para nossa surpresa, os manifestantes não quiseram cumprir o que ficou acordado, queriam ir até ao Palácio na Mutamba aí então gerou-se um pequeno desentendimento”, conta, acrescentando que "depois cada um foi para sua casa, tudo o resto que está-se a dizer não tenho conhecimento e já não é de minha alçada”.

 

O MEA organizou manifestantes em várias cidades para pedir a revogação do decreto que aumento os emolumentos para o ensino superior.

 

No Uíge quatro manifestantes foram detidos, mas libertados no mesmo dia.

 



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