Lisboa - Rafael Massanga Sakaita Savimbi, tomou a decisão antecipada de não participar do encontro que os seus irmãos tiveram esta sexta-feira (24), com o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço para evitar aproveitamento de marketing político pelo MPLA, tendo em conta as suas responsabilidades políticas na UNITA.

Fonte: Club-k.net

PARA NÃO HAVER APROVEITAMENTO POLÍTICO POR PARTE DO MPLA 

A iniciativa do encontro, partiu do primogênito de Savimbi, Durão de Monte Negro Cheya Sakaita Savimbi que a quando ao enterro do seu pai, em Junho de 2019, escreveu ao Presidente da República agradecendo pelo papel que teve em ter facilitado o processo de exumação das ossadas do líder fundador da UNITA, na aldeia de Lopitanga. Na carta, o subscritor que é engenheiro de construção civil radicado em França, acrescentou que conforme mandam as tradições africanas, ele e seus irmãos gostariam apresentar pessoalmente o seu agradecimento ao Chefe de Estado. Passado dois anos, os filhos de Savimbi foram surpreendidos com uma resposta de João Lourenço marcando o encontro para Março deste ano, mas, este teve de ser remarcado, para este mês de Abril, porque um membro da família testou positivo ao Covid-19.

 

A semana passada os mesmos foram comunicados que seriam recebidos nesta sexta-feira (24), tendo eles acertado que iriam com o irmão mais velho, os irmãos que não estão na política ativa, razão pela qual Massanga Savimbi que exerce o cargo de secretario das relações exteriores da UNITA e Ginga Savimbi que responde pelos assuntos acadêmicos do “Galo Negro” ficaram de parte. Com eles, levaram também um irmão mais novo Nasser Sakaita Savimbi (filho de Valentina Seke), que na altura com 12 anos de idade, integrava a coluna do seu pai, que foi abatida pelas forças armadas angolanas.

 

Ao irem ao palácio presidencial, a família Savimbi concertou prudência nas declarações para que não fossem aproveitadas para manipulação pelos órgãos de comunicação do governo.

 

Em declarações à imprensa, Durão Sakaita Savimbi, disse que a ida dos seis irmãos, em representação dos 30, ao Palácio da Cidade Alta, serviu para manifestar a satisfação ao Presidente e, ao mesmo tempo, encorajá-lo a desenvolver acções do género, a fim de se ter uma Angola melhor e reconciliada.

 

"A pessoa que teve a coragem política, abertura e a humanidade de fechar este processo, que culminou com a devolução dos restos mortais do nosso pai à família, foi o Presidente da República, João Lourenço", frisou Durão Sakaita Savimbi.


Numa tentativa de aproveitamento, um “virtual” gabinete de ação psicológica do MPLA, fez sair uma nota declarando que esta audiência concedida aos filhos de Jonas Savimbi, “é mais uma prova de que a governação de João Lourenço tem sido bem vista até mesmo pelos familiares do fundador do maior partido na oposição”.

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