Lisboa – O antigo juiz-conselheiro do Tribunal Constitucional, Raul Carlos Vasques Araújo, abriu uma nova firma de advogados “Raul Araújo & Associados – Sociedade de Advogados, RL” sinalizando assim o regresso a uma atividade antiga paralela a docência (É actualmente o director do Centro de Estudos de Direito Publico e Ciências Juridico-Politicas  da Universidade Agostinho Neto).

Fonte: Club-k.net

A ideia inicial era constituir a firma em parceria com um antigo colega do tribunal, Marcy Cláudio Lopes, mas este teve ir ao governo para exercer as funções de Ministro da Administração do Território.

 

Localizado no espaço avenida, Edifício Alfa, o novo escritório de advogado tem estado a aplicar-se na resolução e mediação de litígios respeitante  a  dividas públicas junto ao ministério das finanças de Angola, uma parceria na qual Raul  Araújo contou com a  interposição de Marcy Lopes que é muito próximo a titular das finanças, Vera Esperança dos Santos Daves de Sousa.

 

O desligamento de Raul Araújo ao exercício da advocacia aconteceu há 9 anos quando concorreu para o cargo de Juiz do Tribunal Constitucional de Angola. No seu tempo de advogado, o mesmo detinha um escritório “CFRA Law firm”, que teve como sócio Carlos Maria Feijó, e como associado, o também advogado Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa.

 

Quando deixou o Tribunal Constitucional, Araújo foi dado, inicio de 2019, como favorito do regime para concorrer ao concurso público para Presidente da Comissão Nacional Eleitoral. Desistiu da corrida, uma vez que a lei eleitoral exige candidatos “magistrados judiciais”, e “oriundos de qualquer órgão”, o que não é o seu caso.


Igualmente, professor universitário, Raúl Araújo é quadro da confiança do regime do MPLA. Na década de 80/90, ao tempo do partido único, foi o director da escola de formação de quadros do MPLA, vulgo Catambor. Foi com ele que em 1992, junto com o actual casal presidencial constituiu a empresa ORION – Agencia de Publicidade e Produção, responsável pela propaganda e marketing do partido no poder.

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