Lisboa – Segundo um " insider" bem posicionado nas lides da entourage da política angolana, houve um "choque" entre o ministro e director de gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa e o Presidente de Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins Pai Querido, sobre uma orientação expressa do Presidente da República, João Lourenço.


*Lucas Pedro
Fonte: Club-k.net

Segundo a nossa fonte, João Lourenço terá ordenado o seu director de gabinete a proceder uma nota dirigida ao PCA da Sonangol com orientações de efectuar um determinado pagamento a uma empresa de construção civil que prestara serviços a Sonangol e até a presente nunca foi ressarcido.

 

O documento de “autorização de pagamento” que devia ter sido entregue, administrativamente, no dia 29 de Março do corrente ano, ao gabinete do Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, mas, o que é facto, é que o diretor de gabinete do Presidente da República não orientou o seu “staff” a remeter o documento há mais de um mês.

 

Esse episódio instalou, nos bastidores, um clima de crispação entre os dois altos funcionários públicos. A quem suspeita que o "embaramento" o documento, não permitindo que o PCA da Sonangol tivesse acesso, pode ter como o objetivo de deixar o Pai Querido mal na fotografia diante de João Lourenço, com o rótulo de incumpridor.


Mas, de acordo com a nossa fonte, somente a 30 de Abril, quer dizer ontem, que o PCA da Sonangol terá sido informado sobre a existência do referido documento, datado a 29 de Março do corrente ano, que foi a data que devia ter recepcionado o documento.

 

De recordar que, em Novembro do ano transacto, segundo noticiou o Novo Jornal, a Sonangol tinha em curso um "projecto de regeneração" para "ajudar a melhorar a imagem da empresa", aprovando a revisão da sua Política Anti-Corrupção e Anti-Suborno, num acto que abrangeu igualmente outros instrumentos da sua Conduta Ética Corporativa e que estabelece os princípios e deveres fundamentais pelos quais se deve reger o comportamento individual dos seus colaboradores, nomeadamente nos domínios das Políticas Corporativas "Anti-Fraude", de "Conflitos de Interesses", de "brindes e ofertas" e de "Não Retaliação".

 

Além destas iniciativas, a Sonangol destaca a adesão do Grupo Sonangol à Trace International, uma associação comercial sem fins lucrativos, fundada em 2001, totalmente financiada pelos seus membros, cujo objecto social consiste em fornecer às empresas multinacionais e seus intermediários comerciais, suporte em compliance anti-suborno, de acordo com as leis U.S. Foreign Corrupt Practices Act, UK Bribery Act e "demais legislação semelhante."

 

A Trace International, fundada em 2001 e reconhecida mundialmente, é fornecedora líder de soluções de gestão de riscos de terceiros com custos partilhados e tem como objecto social fornecer às empresas multinacionais e seus intermediários comerciais suporte em compliance anti-suborno, de acordo com as leis U.S. Foreign Corrupt Practices Act, UK Bribery Act.

 



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