Luanda - A União Europeia e o Governo angolano pretendem realizar ainda neste ano um fórum empresarial de alto nível entre Bruxelas e Luanda, no qual pretendem atrair investimentos europeus para Angola.

Fonte: VOA

A iniciativa foi revelada nesta sexta-feira, 30, em Luanda, pelo Presidente João Lourenço, no final de um encontro com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, no qual também concertaram posições para concluir o processo de adesão de Angola ao Acordo de Parceria Económica com a União Europeia (UE).

 

João Lourenço, que falou após o encontro, reiterou o empenho do seu Governo em diversificar a economia, com uma forte aposta no sector privado, através da criação de um melhor ambiente de negócios, "que atraia os investidores privados nacionais e estrangeiros”, e, neste sentido, ele destacou a realização de concursos públicos para a gestão e exploração de terminais portuários e de caminhos-de-ferro, além da privatização de empresas públicas.

 

"Todas essas medidas vêm em simultâneo com uma vasta campanha de combate à corrupção e à impunidade", sublinhou Lourenço.

 

No que toca ao combate à pandemia da Covid-19, o Presidente angolano revelou que o seu Governo receber 50 milhões de dólares do Banco Europeu de Investimentos para a aquisição de vacinas.

 

Na sua intervenção, ao lado do Presidente angolano, Charles Michel agradeceu o engamento de Lourenço para “baixar as tensões” na região dos Grandes Lagos e manifestou o desejo de continuar a trabalhar com Luanda sobre vários assuntos.

 

Michel ainda defendeu soluções conjuntas contra o extremismo, levando “a União Europeia e os nossos parceiros internacionais, a trabalhar nesta preocupação, vejamos o caso da situação em Moçambique, temos que trabalhar de forma a fazer recuar essa crise naquele país".

 

Antes do encontro com Lourenço, o presidente do Conselho Europeu visitou o centro de vacinação Paz Flor, em Telatona, na companhia da ministra da Saúde Sílvia Lutucuta.

 

Charles Michel chegou a Angola hoje, proveniente da República Democrática do Congo, e regressa ainda nesta sexta-feira Bruxelas.

 



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