Lisboa - O Presidente da Guine-Bissau, general Umaro El Mokhtar Sissoco Embaló, que está há mais de um ano de relações cortadas com o seu homologo angolano, voltou a causar uma irritação ao regime angolano recebendo no seu país, o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que terá recebido apoio diplomático para futuras audiências com políticos daquela região ao norte de África.

Fonte: Club-k.net

APOIOS EXTERNOS  PARA DESENCORAJAR FRAUDES ELEITORAIS EM ANGOLA 

No sábado último (1), o estadista guineense, recebeu Adalberto Costa Júnior tendo circulado em círculos políticos guineense garantias de apoio para que o político angolano se deslocasse também ao Senegal para o mesmo proposito: “movimentação política a procura de apoios ” a semelhança do partido no poder em Cabo Verde, que partilha uma plataforma em comum com a UNITA.

 

De relações cortadas com João Lourenço, o Presidente guineense é visto como tendo interesse de ter proximidade a Adalberto Costa Junior, a jogar pela convicção de uma eventual vitória da UNITA, nas próximas eleições em Angola. A referida convicção é baseada no principio de que em Angola, quem ganha Luanda, ganha às eleições no seu todo.

 

Adalberto Costa Júnior é apresentado em varias projeções como estando na preferencia de meios urbanos em Luanda, comparando com João Lourenço que enfrenta problemas de popularidade e conflitos internos com uma ala interna do MPLA, que o acusa de perseguição.

 

Segundo informações, o apoio que a UNITA manifesta é no sentido de haver uma melhor fiscalização internacional às próximas eleições, em Angola, desencorajando com que o MPLA recorra a irregularidades. O discurso identificado na UNITA, é alinhado ao desejo de influenciar alguns países africanos na criação de uma missão de observação eleitoral da União Africana (UA), mais isenta, evitando assim o cenário de 2017, em que o MPLA anunciou, a partir da sua sede, resultados eleitorais quando a própria CNE nem sequer tinha os votos contabilizados.

Richas de Embaló e Lourenço

Sissoco Embaló e João Lourenço tiveram como ponto alto de clima de rotura depois de em Março de 2020, o primeiro ter acusado publicamente, o segundo de perseguição ao seu antecessor José Eduardo dos Santos. Desde então a vida dos dois estadistas tem sido assinaladas por ambiente de crispação.

 

De acordo com registros, tudo começou por uma alegada interferência de João Lourenço nas últimas eleições presidenciais da Guiné-Bissau, em que recebeu por duas vezes no palácio presidencial, em Luanda, o líder derrotado da PAIGC, Domingos Simões Pereira, quando naquela país existia ainda um contencioso jurídico eleitoral, no Superior Tribunal.

 

A última audiência de Lourenço a Domingos Simões Pereira aconteceu a 26 de Fevereiro de 2020, tendo o mesmo solicitado de Angola, o “permanente acompanhamento” do seu país.

 

Estas audiências terão o novo Chefe de Estado guineense. Elas agora são agravadas com as acusações feitas no inicio de Abril passado, em que o ex-porta-voz do Presidente do PAIGC, António Óscar Barbosa 'Cancan', ao desentender se com Domingos Simões Pereira denunciou apoios financeiros por Angola a este partido histórico guineense. Em carta dirigida ao conselho de jurisdição do PAIGV, Barbosa 'Cancan' solicitou a este órgão partidário a uma fiscalização as contas do partido, sobretudo nas últimas eleições para se apurar como é que os fundos de apoio foram geridos.

 

O corte de relações diplomáticas entre os dois estadistas, teve como seu ponto alto com a decisão de João Lourenço em retirar em meados do ano passado o seu embaixador, Daniel Rosa daquele país, seguindo-se da redução do pessoal diplomático angolano em Bissau. Paralelamente, Lourenço recusou dar o agrément, que Bissau lhe enviou, em Setembro de 2020, para acreditar a futura embaixadora deste país, em Luanda, Francisca Maria Monteira e Silva Vaz Turpin, mais conhecida por “Zinha Vaz”.

 

Em Novembro passado, o Presidente da Guine-Bissau, Sissoco Embaló, voltou a irritar João Lourenço viajando até Barcelona para apresentar pessoalmente condolências ao antigo Presidente, José Eduardo dos Santos pela partida prematura do seu genro, Sindika Dokolo.

 



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