Luanda - A polícia angolana deteve, na última semana, 589 pessoas por violarem as regras relativas à situação de calamidade pública, e aplicou 586 multas por não usarem a máscara facial obrigatória devido à covid-19, foi hoje anunciado.

Fonte: Lusa

A informação consta do relatório semanal da Polícia Nacional sobre a situação de Calamidade Pública, no período entre 28 de abril e 04 deste mês, a que a Lusa teve acesso, apresentado hoje em Luanda.

O balanço, que visa apresentar o trabalho operacional desenvolvido pelas forças de defesa e segurança angolanas e os resultados alcançados, refere que, no período em análise, foram realizadas 23.989 atividades, das quais 10.459 ações de sensibilização, 6.433 dispersões de aglomerações e 65 intervenções em cerimónias fúnebres.

Os resultados apontam para a detenção de 589 pessoas, das quais 358 por violação à cerca sanitária nacional, seguindo-se 163 por desobediência a agentes das autoridades, 60 por violação à cerca sanitária provincial e oito por desacato a agente da autoridade.

No período em referência, foram apreendidas 337 viaturas por excesso de lotação, 186 mesas misturadoras de som, 66 colunas de som e 23 computadores, tendo ainda sido efetuado o encerramento temporário de 15 estabelecimentos comerciais por incumprimento do horário de encerramento.

Aos infratores, foram aplicadas 586 multas, maioritariamente pelo não uso obrigatório de máscaras faciais, com 531 cidadãos multados, seguindo-se 24 responsáveis de restaurantes e similares, tendo resultado para o Estado a arrecadação de 4,5 milhões de kwanzas (5.669,98 euros).

Como facto relevante, o relatório aponta o caso de um cidadão nacional, de 21 anos, na província do Zaire, município de Mbanza Congo, comuna do Luvo, detido por lesão a um efetivo das Forças Armadas Angolanas, com objeto cortante.

O facto ocorreu quando as forças policiais realizavam patrulhamento de rotina e ao intervirem numa lanchonete que se encontrava aberta fora do período estabelecido, "o acusado e amigos insurgiram-se contra as FDS [forças de defesa e segurança], arremessaram objetos corto-contundentes, que atingiram o lesado causando ferimentos graves", refere-se no relatório.

Outro dos constrangimentos citado no documento refere-se à insistência de alguns cidadãos em violar a cerca sanitária, com maior incidência nas províncias de Luanda, Cabinda, Zaire e Cunene, "atitude que propícia a propagação da pandemia pelo país".

As recomendações das autoridades vão no sentido de os cidadãos respeitarem e acolherem as orientações dos serviços de sanitários e as indicações das forças de defesa e segurança, "que com muito sacrifício e riscos trabalham para mitigar a propagação da pandemia nas famílias".

Angola registou até à presente data 27.284 casos positivos, dos quais 609 óbitos, 24.190 recuperados, tendo ativos 2.485 casos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.230.058 mortos no mundo, resultantes de mais de 154,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

 



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