São mais ou menos 3,8 mil sujeitos nesta condição, dos quais 3 mil com a pensão de reforma indefinida entre oficiais, sargentos e soldados.

Conforme se queixaram três porta-vozes em declarações prestadas ontem à Ecclesia, o seu processo burocrático leva quatro anos, tendo entregue toda a papelada necessária.

«Nunca tivemos nenhuma verba, nenhuma ajuda do governo. Nada. Então, estamos bastantemente descontentes. Queremos as nossas pensões e as nossas promoções na qualidade de sermos antigos combatentes e muitos de nós já morreram, já não vão comer mais este dinheiro», referiu um dos queixosos.

O descontentamento toca também a falta de habitação condigna por muitos residirem actualmente em casas de lata, além da falta de perspectiva aos mais idosos para novo emprego.

«Com mais de 45 anos de idade que as pessoas já têm, parece que já não tem  mais solução para pelo menos pegar num emprego para garantir o futuro», lamentou o citado integrante.

A senhora do grupo salientou: «Estamos aqui a deriva. Já gastamos muito dinheiro. Vir de candongueiro, do Zango para aqui todos os dias, todos os meses, quem vai pagar este dinheiro?»

Outro correligionário explicou o recurso à Ecclesia para que os seus chefes actualmente no governo os oiçam, pois, depois das eleições, com outros governantes, o caso pode ficar sem solução.

Em vão, a Ecclesia tentou registar a reacção da Direcção do Pessoal e Quadros do estado-maior do Exército. Somente, obteve a promessa de um pronunciamento dentro de dias por parte do presidente da associação ligada aos serviços de inserção social dos antigos membros dos serviços do extinto ministério da segurança do Estado.

Fonte: Apostolado



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