Benguela - Mais uma história de jardim agita a opinião pública em Benguela, incidindo desta vez, não sobre milhões de dólares, mas sobre a presença de jardineiros portugueses, estimados tipo de mão-de-obra importada, supérflua porque não especializada.


Fonte: Apostolado

Dirigente alega que não há experts angolanos


Foram trazidos em Angola pela empresa ‘Angolaca’, que presta serviços de construção civil ao Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), de acordo com o correspondente da ‘Rádio Ecclesia’ em Benguela.

 

A citada empresa afectou-os na capital nas acácias rubras, nos trabalhos de reabilitação e manutenção em curso dos jardins locais.

 

Indignação


Entretanto, a sua presença e sua alegada pouca qualificação estão a indignar forças vivas de Benguela entre estudantes, populares e políticos da Oposição.

 

«Este gesto confirma a politica de exclusão e de violência social, direi mesmo de terrorismo contra a população local», reagiu o estudante Armindo Marques aos microfones do correspondente da Ecclesia.

 

Abundou no mesmo sentido a cidadã Marinela de Augusto, sustentando: «que trouxessem apenas o conhecimento e os angolanos passassem eles próprios a tratarem da beleza do seu pais. É triste perante a percentagem do desemprego no país».

 

«Este governo não quer nada com os angolanos. Estamos independentes há cerca de 30 anos. Há angolanos que podiam ser profissionalizados e especializados», indignou-se o político Francisco Viana, do Bloco Democrático.

 

Estamos a falar em “experts”

O delegado provincial do GRN, general Andrade, refutou esta posição, defendendo a perícia dos contestados jardineiros.

 

«Estamos a falar em “experts”. Eu não me lembro ter visto em nenhum sítio aqui os nossos “experts” estarem a dedicar-se à jardinagem. Por este motivo, temos que nos preparar a subir o nosso nível», afirmou.

 

Observou, ainda, que «não é simplesmente dizer que porque estão europeus agora a tratar do jardim e a gente tem que ir ocupar o lugar deles. Não. Nós temos que estar paralelos a eles, com o concedimento deles para podermos trazer o mesmo rendimento que eles trazem.»

 

«Se a gente continua a pensar que jardineiro é o último dos homens na cadeia do conhecimento, então vamos continuar a ter os jardins como a gente tinha», rematou.

 

Entretanto, o correspondente da emissora católica soube que a administração municipal de Benguela foi marginalizada no contrato que possibilitou o emprego dos referidos jardineiros. O contrato envolveu somente a parceria do executivo do governador provincial Armando Cruz Neto como o GRN.



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