Luanda - I - DESPARTIDARIZAÇÃO DO DA FUNÇÃO DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Os militantes, amigos e simpatizantes do MPLA devem ter educação política bastante, de modo a distinguirem as actividades do Chefe de Estado da de Presidente do MPLA. Enquanto Chefe de Estado jamais deve ser referenciado como “Camarada Presidente”, que é uma expressão política associada ao MPLA. Consoante os casos, a referência deve ser é “Vossa Excelência....“, quando se dirige a ele, oralmente ou por escrito; “Sua Excelência...”, quando se lhe fala ou escreve; ou, ainda “Senhor Presidente da República”. Não se deve partidarizar a função de Chefe Estado. De uma forma mais simples e esclarecedora, pensa-se ou diz-se “Na qualidade de Presidente da República...” ou “Enquanto Presidente do MPLA...”. Mas isso não está ao alcance de todos, incluído de pessoas de elevada formação académica.


Fonte: Whatsapp

O Chefe de Estado é muito mais do que o Presidente do MPLA ou de outro partido que venha a ganhar eleições. É importante dizer que o Presidente da República (em abstracto) é o Presidente de todos os angolanos, militantes de partidos políticos, partidários, eleitores a favor ou contra essa figura, bem como cidadãos residentes no estrangeiros. O Presidente da República (actualmente, o cidadão João Loureço - em concreto) representa os angolanos no plano nacional e internacional. Que haja educação política. De uma maneira geral, os angolanos precisam de educação política.


II - EXPERIÊNCIA DE PAÍSES DEMOCRÁTICOS
A diferenciação a que me referi acima também deve ser levada em conta pelos profissionais da comunicação social, pois é o que ocorre nos países democráticos, tais como em Espanha ???????? e Portugal ???????? , cujas realidades, política, económica e social acompanho, diariamente, através da TVE e dos diferentes canais de televisão portugueses. Por conseguinte, exorto os jornalistas angolanos a aprender com os jornalistas espanhóis e portugueses. Em Espanha, por exemplo, as actividades do Presidente do Governo não se confunde com as do Secretário do partido governante, ainda que ambos os cargos sejam exercidos pela mesma pessoa. Acresço que, em Espanha, há partidos e movimentos independentistas, cujas causas são contrárias à sua unidade e à sua Constituição. Contudo, esses partidos e os respectivos líderes e apoiantes têm espaço na comunicação social pública, em especial, na TVE.


Portugal e Espanha são minhas escolas de democracia,, quer pelas disputas entre partidos para assunção do poder, quer no que toca à liberdade de expressão de militantes partidários, descontentes com os seus líderes. Todos têm espaço na comunicação social pública, quer através de entrevistas, debates ou cobertura de eventos outros eventos políticos.


Em ambos os países ibéricos, quando se justifica, os militantes insatisfeitos com desempenho dos seus líderes apresentam candidaturas alternativa à liderança, com debates de ideias, sem que isso determine o fim desses partidos.
Tenho pena do meu País! Não está a evoluir, devido aos discursos e acções incongruentes, preguiça mental bajulação, antipatriotismo e ao facto de os interesses de um grupo reduzidos de cidadãos estarem acima dos interesses (básicos) do Povo, que sofre há tantos anos! Que pena! Não lutámos pela Independência para sofremos tanto! A reportagem a que assisti sobre a situação sanitária Benguela causou-me revolta. Os factos revelados são repugnantes e reveladores do conjunto de razões negativais que travam o desenvolvimento deste rico e belo País, mas, durante muitos anos, na condição de pobre e mendigo e com uma imagem desagradável.


Estou profundamente triste!
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*Comissário Político, formado na extinta Escola Político-Militar “Comandante Gika, destruída para dar lugar à construção de imóveis privados.



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