Luanda - Foi com muita indignação que a Friends of Angola (FoA) tomou conhecimento através de relatos de cidadãos nas redes sociais de um alegado acto de aliciamento de um grupo de jovens supostamente pertencentes ao autodenominado Movimento Revolucionário para o cancelamento da manifestação do dia 26 do corrente mês com o objectivo de exigir a destituição do Presidente João Lourenço.

Fonte: FoA

Perante o sucedido, a FoA repudia tal acto praticado por um suposto membro afecto ao partido no poder, tal como ilustram as mensagens divulgadas nas redes sociais, pois, tal acto fragiliza a máxima do combate a corrupção levada como bandeira de governação do Presidente João Lourenço assim como a moralização da sociedade por ele apregoada.



Como defensores dos Direitos Humanos, Promoção da Transparência e Boa Governação em Angola, a FoA reitera que não existe democracia, Paz, Desenvolvimento e Estado de Direito sem liberdade de expressão, reunião e de manifestação. Por isso, o exercício da cidadania não pode ser alienado por ser um direito constitucional e um pilar de todos os estados democráticos no mundo.


No âmbito do direito de informar e ser informado, a FoA insta o partido no poder a se pronunciar publicamente sobre o envolvimento nos actos supracitados. Não se acaba com a corrupção, pobreza, falta de serviços de saúde e educação com qualidade corrompendo angolanos e angolanas que usam o seu direito constitucional para melhorar a qualidade de vida das suas famílias e comunidades.



Por último, mas não menos importante, a FoA encoraja a todos cidadãos e organizações da sociedade civil a manterem-se coesos na luta pelos direitos civis e políticos, sendo estes garantes do bem-estar da sociedade. A corrupção de jovens financeiramente vulneráveis que tentam exercer os seus direitos constitucionais é um atentado não apenas a sociedade civil, mas também ao processo democrático que continua a ser atacada por elementos a favor de um sistema cleptocrata.


Pela FoA
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Délcia Chitém
Directora Nacional



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