Lisboa – Vincent Miclet, um empresário francês identificado como antigo aliado de generais do circulo presidencial de José Eduardo dos Santos regressou a Angola há cerca de uma semana depois de ter abandonado o país, há 8 anos, por temer que os antigos companheiros de negócios lhe fossem fazer alguma maldade devido a dividas e burlas que desencadearam hostilidades mutuas.

Fonte: Club-k.net

TEMIA PELA SUA VIDA 

Desde que aterrou em Luanda com um passaporte diplomático emitido pelo governo de Guiné Bissau, o empresário tem agora a sua residência no bairro corimba, com figuras a baterem-lhe a portar para cobranças de dividas antigas.

 

Nascido no Chade, Vincent Miclet, viveu em Angola desde 1999, e passou a gerir negócios de antigos generais da Presidência da República tais como os agora reformados Manuel Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento. Quando ocorreu o desmantelamento da empresa de alimentos Arosfran, que passou para o então advogado Rui Ferreira, os generais do regime constituíram a Nova Distribuidora alimentar em Angola (NDAD) que por sua vez colocaram inicialmente em nome de Vincent Miclet como seu “testa de ferro” e de Maria Eugenia Mendonça Neves que trabalhava como assistente pessoal do empresário francês.

 

Ainda em Angola, Miclet Vincent foi colocado a gerir a empresa 5M, entre o período de 2010 a 2012. Os verdadeiros donos da 5M, agora rebatizada por SOPORTOS - Transportes e Descargas, S. A. são: Manuel Vieira Dias Júnior, Leopoldino Fragoso do Nascimento, José Pedro de Morais Júnior e José Mário Cordeiro dos Santos.

 

Depois de se ter desentendido com figuras do circulo do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, o empresário mudou-se para os Marrocos e por meios não esclarecidos, conseguiu um passaporte diplomático emitido pelas autoridades do Benin aos 11 de Fevereiro de 2016, com que se movimentava em alguns países africanos.

 

Em 2016, fez uma exposição ao antigo Presidente José Eduardo dos Santos explicando que estava a ser impedido de por os pés, em Angola “No dia 14/08 2013 desloquei me a Luanda somente para o propósito de assinar a procuração para os novos gestores (Sr Paulo Rasgado e Sr Samaro Albino) que foi realizado com sucesso mas no entanto quando ao meu regresso ao aeroporto, por motivo incerto o general “Dino” interditou a saída do meu jacto privado”, lê-se na sua exposição de então.

 

A partir de norte de África envolveu-se em hostilidades contra os seus antigos sócios angolanos na qual arrastou o seu antigo advogado Rui Constantino Ferreira, num escândalo em que alega terem rasurado uma procuração forense usada para outras finalidades como passagem de património e movimentações financeiras para alegados familiares que acredita serem “testas de ferro” dos seus advogados em Angola.

 

A partir de Marrocos moveu-se também para a Guiné-Bissau, onde lhe foi facultado direito a moradia destacando-se como o empresário que apoiou a candidatura do Presidente eleito, Umaro El Mokhtar Sissoco Embaló.

 

Em Junho de 2020, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, cooperação e comunidades de São Tomé e Príncipe nomeou-o como cônsul honorário, no Reino dos Marrocos, com o objetivo de “representar o Estado nessa região e promover as oportunidades de negócios”, conforme lê-se num documento que o Club-K teve acesso. A sua nomeação desencadeou em polemicas visto que a então chefe da diplomacia de São Tomé e Príncipe Elsa Maria Neto d'Alva Teixeira de Barros Pinto, nomeou Miclet Vincent sem ter consultado o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus.

 



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