Lisboa – O general reformado, Antônio José Maria, recebeu na manha de sexta-feira (15), em sua residência em Luanda, uma equipa do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), mandatada para se informar sobre o seu estado de saúde, uma vez que a cidade acordou assolada por uma boato de que teria falecido.

Fonte: Club-k.net

Antônio José Maria recebeu sem hostilidade os seus antigos subordinados e comunicou que estava bem tendo esta produzido um relatório para fazer chegar ao novo diretor João Massano. Para além desta equipa, o antigo patrão da contra inteligência militar foi recebendo varias visitas e telefonemas de entidades e familiares que queriam ouvi-lo.

 

Tocado com o referido rumor, o general de 80 anos de idade  deslocou-se na manha deste sábado ao cemitério do alto das cruzes, em Luanda, para visitar a campa da sua malograda mãe e de outros familiares. Rezou, e deitou-se por cima da campa como um sinal de agradecimento a Deus pela sua saúde.

 

O rumor sobre o seu alegado falecimento partiu de uma confusão de dados decorrente da morte, na quinta-feira, de um inspetor do Serviço de Investigação Criminal (SIC), José Maria de Oliveira Gomes que exercia as funções de responsável desta estrutura no Distrito Urbano da Baía, município de Viana em Luanda.


Com passagem pelo seminário da Igreja Católica, fez parte do grupo de militares angolanos que no seguimento do “25 de Abril” de 74 rebelou-se contra o regime colonial português depondo as armas nas mediações da antiga casa americana em Luanda. Com o surgimento dos movimentos aderiu ao MPLA, referenciado por empresário amigo de Neto, Carlos de Oliveira Madaleno. Foi positivamente avaliado e admitido como oficial junto a presidência ao tempo de Agostinho Neto.


Tinha a importância de já ter sido instrutor militar no exercito português e igualmente segundo comandante de campanha. Logo após a instalação em pleno do MPLA em Luanda, Agostinho Neto fez dele comandante na Quibala. Com a morte deste, foi recuperado por José Eduardo dos Santos a quem serviu até 2017, liderando o aparelho de inteligência militar.


É notabilizado pela sua lealdade canina a JES.

General Zé deitado na campa da sua malograda mãe



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