Luanda - O subcomissário Óscar Magalhães Casimiro e, por sinal, conselheiro do comandante-geral da Polícia Nacional (PN), através de seu representante oficial, desmente as acusações de Segunda Frederico, segundo as quais, o oficial teria ordenado – à margem da lei – no dia 09 de Julho do corrente ano, a detenção de três cidadãos nacionais que prestavam serviços sobre um terreno no bairro Kifica, distrito urbano do Benfica, município de Talatona, em Luanda, conforme noticiou o Club-K, sob título “Comissário da PN acusado de mandar partir casas e prender trabalhadores”.

Fonte: Club-k.net

Segundo o representante do subcomissário, na sequência do contraditório ao Club-K, tudo não passa de mais uma técnica que os invasores de terrenos em Luanda, bem organizados, aplicam para usarem indivíduos, como é o caso de Segunda Frederico, com documentos falsificados para esbulhar espaços alheios usando a força e ameaças de morte aos legítimos proprietários de terrenos.

 

A fonte alega que o oficial Óscar Casimiro, isenta-se das responsabilidades pelas quais vem sendo acusado, uma vez que a Polícia Nacional local, que deteve por poucas horas os três jovens, foi prontamente notificada para dar suporte a agentes da fiscalização da administração local para intervir na invasão do referido terreno de “legítima” propriedade do oficial subcomissário, um imóvel adquirido em 2013.

 

Ainda de acordo com a fonte, não sabendo que vias fraudulentas foram usadas, mas, acusa citando, Segunda Frederico e seus “comparsas”, falsificaram a documentação que justifica a titularidade do terreno, substituindo a identidade de Óscar Magalhães Casimiro em Segunda Frederico, mantendo outras informações que caracterizam o mesmo imóvel, como sendo seu.

 

Em posse do Club-K, estão documentos apresentados pelo emissário de Óscar Casimiro, que, segundo assegurou, confere a titularidade do terreno que constitui propriedade familiar, tais como “Escritura de atribuição de direito de superfície; procuração irrevogável; DAR – do imposto de SISA; título de transmissão de direito de superfície; certidão de transmissão de superfície; certidão da conservatória do registo predial e croquis de localização.

INVASÃO E DETENÇÃO

O momento de invasão que a fonte deste portal considera como “cena teatral bem arquitetada” começou por volta das 22 horas, do dia 8 deste mês, quando indivíduos desconhecidos chegaram ao terreno onde habitavam três famílias, fazendo-se acompanhar de serralheiros e pedreiros, com ferramentas para o efeito, começaram a remover os gradeamentos fixados no muro de vedação do terreno, ameaçando de morte os moradores para que abandonassem o espaço.

 

Temendo o perigo iminente contra a sua integridade física, disse a fonte, as famílias viram-se forçadas a abandonar o local naquela mesma noite, com crianças menores. Diante desta atitude, injustificável pela hora, dos “presumíveis” invasores, foi feita uma participação à polícia local, que se deslocou ao terreno, tendo em flagrante surpreendido e detido três pedreiros, contratados pelos invasores, e em seguida restituídos à liberdade.

O FALSO JORNALISTA DO CLUB-K

Inconformados com a frustração do plano montado para a usurpação do imóvel alheio, pela pronta intervenção da Polícia Nacional, confirmou a fonte mostrando mensagens intimidatórias e respectivos número de telemóvel usado, os esbulhadores enviaram inúmeras mensagens com ameaças, inclusive de morte, ao subcomissário Óscar Casimiro, através da rede social WhatsApp, cuja foto de perfil do suposto dono da conta é totalmente indecente, mostrando zona íntima feminina.

 

Como se não bastasse, a dado momento, o suposto líder da “quadrilha” fez-se passar por jornalista do Club-K para dissuadir o oficial comissário na defesa do terreno, embora fosse o legítimo proprietário, realçou o seu representante, acrescentando que no grupo de invasores estão envolvidos dois supostos militares comandos (tropas especiais) das Forças Armadas Angolanas, que foram vistos fardados no momento da tentativa de invasão.

 



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