Lisboa – Está a ser assinalado no Porto de Luanda, um clima de mal estar consubstanciado em acusações mutuas respeitante ao alegado desaparecimento de sucatas que se encontravam no interior das antigas instalações da empresa Soportos, no terminal multiuso agora sob gestão da Dubai Ports World (DP World).

Fonte: Club-k.net

Vendida a  2  e revendida a 68 milhões de kwanzas

De acordo com depoimento de trabalhadores, a história começa por um concurso público que consideram ter sido “forjado” por um engenheiro Munana Camena que coordena a comissão de gestão do terminal multiuso (antiga Soporto) supostamente em conluio com o administrador técnico, da área de infraestrutura, obras e Aprovisionamento do Porto de Luanda, Willy Guimarães. Ambos são citados como tendo arquitectado a venda da sucata.

 

Os trabalhadores alegam que a sucata foi vendida à uma empresa denominada HC - Prestação de Serviços, pertencente a um cidadão estrangeiro de nome Horácio Cassioma.

 

“Do concurso forjado, a sucata acabou por ser vendida a HC - Prestação de Serviços num valor inferior a 2 milhões de kwanzas”, revelou a fonte.

 

Do mesmo modo, a HC - Prestação de Serviços procedeu a venda da referida sucata a empresa ADA, na Barra do Dande por um valor que ascende os 68 milhões de kwanzas.

 

“Pela comissão repartida, gerou um valor de 10.500.000,00 (de milhões e quinhentos mil kwanzas), que é uma micha, conforme a factura em anexo n.° FTM 80P2020/4 de 29 de Novembro de 2020, em nome da empresa do administrador Willy Guimarães e devidamente assinada por ele”, remata a mesma fonte.

 

Segundo apurou-se a HC- Prestação de Serviços , ao tomar conhecimento que o caso já estava fora da sua alçada, terá feito a queima dos arquivos contabilísticos para não deixar rastos a possíveis investigações.

 

A empresa HC - Prestação de Serviços de acordo com denúncias de trabalhadores da UNICARGAS , já vem fazendo desvio de sucatas de camiões e outros equipamentos nesta empresa desde o período em que o administrador Willy Guimarães trabalhou naquela instituição, tendo este apenas feito a ligação com a sucata da ex-SOPORTOS.

 

O caso estava no departamento do SIC do Porto de Luanda, segundo os trabalhadores que temem que o assunto venha a ser arquivado.

 

 



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