Lisboa – O antigo conselheiro da ERCA, Carlos Raimundo Alberto terminou recentemente o plano curricular do curso de Língua Portuguesa e Comunicação da Universidade Metodista de Angola (UMA), depois de enfrentar batalhas com cadeiras em atraso (do 2, 3, 4 ano do curso), ligada a estudos de línguas nacionais (Umbundo e Kikongo).

Fonte: Club-k.net

Próximo ano lhe será  finalmente conferido o titulo de licenciado

O também director-geral “O Portal A Denuncia” revela-se agora engajado nos preparativos da sua monografia que deverá defender até próximo ano para que lhe seja, finalmente conferido o titulo de licenciado. Um dos temas que planeia propor para o seu trabalho final de curso está ligada a imprensa alternativa (on-line) não muito distante aos trabalhos que tem feito com o jornal on-line que dirige.


Nascido em Luanda, Carlos Alberto concluiu o ensino médio no Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL) vulgo “Makarenko”, e logo a seguir matriculou-se no curso de economia na Universidade Agostinho Neto (UAN) tendo chegado até ao terceiro ano.


Ao interromper a formação, trabalhou de forma independente como relações públicas orientando os interessados a tratar documentos como carta de condução na chamada “Obras Públicas”, na baixa de Luanda. Deixou esta atividade para fazer uma formação na escola de contra inteligência na capital do país, que o habilitou a trabalhar como oficial de inteligência nos Serviços de Informação e Segurança de Estado (SINSE), por onde trabalhavam dos tios seus, Fernando Eduardo Manuel e Ezequiel Silvério Pegado “Turra”, irmão da madastra.

 

Nos Serviços de inteligência, Carlos Alberto é notado por ter sido um dos melhores alunos do grupo que com ele cursou na escola de inteligência de Luanda. Por outro lado, terá tido dificuldades em conciliar os trabalhos institucionais e respectiva pontualidade que se impunham, priorizando  outras atividades particulares de Disco Joker. Incompatibilizou-se com o seu superior hierárquico resultando num processo disciplinar interno e a sua subsequente dispensa. Diz-se que foi transferido em missão de serviço para a sociedade civil como agente externo.

 

Atirado ao "desemprego", Alberto bateu portas na comunicação social estatal (RNA, TPA), mas seria a emissora privada LAC que o acolheria. Inscreveu-se no curso de línguas e administração na Universidade Católica de Angola mas acabou por congelar o curso por incompatibilidades no horário (devido as ocupações laborais). Ao largar a UCAN transferiu-se para a Universidade Metodista.

 

No inicio de 2017, Carlos Alberto deixou a LAC acusando o seu diretor de informação, José Rodrigues, de o ter despedido sem justa causa, como retaliação pelo facto de se ter recusado “censurar” matérias e a cumprir orientações partidárias (do MPLA). Novamente no desemprego, teve uma aproximação a CASA-CE com vista as eleições naquele ano. Os militantes desta coligação alegam que o mesmo desentendeu-se com esta formação por não lhe derem dado garantias de que ficaria numa posição elegível nas listas de candidatos a deputado.

 

De costas viradas com a CASA-CE, teve aproximação a UNITA, partido este que por sua vez propôs o seu nome para integrar a Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA). Neste organismo, Carlos Alberto viria a perder o mandato em Agosto de 2020, por não ter entregue "documentos para completar o processo individual, de modo a provar e certificar a sua formação académica, capacidade técnica e profissional, além de ter cometido 21 faltas injustificadas".

 

Desde então passou a liderar o seu nome projecto jornalístico (PORTAL A DENÚNCIA) que rapidamente lhe valeu a inédita medida de suspensão das suas atividades jornalistas decretada pela PGR, por ter levantado acusações de alegadas negociatas envolvendo o Vice-Procurador Geral da República, Luís de Assunção Pedro da Mota Liz. Em Maio do corrente ano, começou a ser ouvido pela PGR e na primeira semana de Julho, o seu processo deu entrada no Tribunal Provincial de Luanda (TPL). A forma veloz e inédita com que o processo foi remetido para o Tribunal tem levantado suspeitas de alegadas parcialidades do poder judicial a favor de Mota Liz.



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