Luanda - A Entidade reguladora da Comunicação social angolana, ERCA, demonstrou-se preocupada nesta quarta-feira com a suposta proibição da TPA, Televisão pública de Angola, da cobertura de actividades da oposição. O caso tinha sido denunciado por um antigo director adjunto para a informação do canal televisivo, Alves Fernandes, nas redes sociais e vai agora ser alvo de investigação.

Fonte: RFI

José Neto Alves Fernandes, jornalista sénior angolano, denunciou na rede Facebook a presumível proibição de divulgação de "propostas da oposição" por parte da TPA, Televisão Pública de Angola.

Uma denúncia que a UNITA, maior força da oposição, tem vindo a reiterar também.

 

O caso suscitou a reacção de Celso Malavoloneke, consultor do ministro das telecomunicações e antigo secretário de Estado da comunicação social.

 

Na sua óptica o problema dos jornalistas nos meios públicos seria mais um caso de auto-censura ou de pouca preparação técnica e ética dos jornalistas.

 

Até ao momento a TPA, Televisão Pública de Angola, não reagiu ao caso que mereceu, porém, esta deliberação da ERCA.

 

Luisa Rogério, presidente da Comissão de carteira e ética na sua página do facebook também afirmou que "quem quiser julgar que está tudo bem na comunicação social angolana tem todo o direito de julgar pela sua bitola e, de igual modo, deixar quem trabalha numa redacção exprimir-se livremente".

 

Reginaldo Silva, membro da ERCA, comenta a deliberação da plenária daquele órgão de regulação e de supervisão da comunicação social angolana.

 

A título pessoal o jornalista, que assume ter uma postura crítica, pede que a comunicação social pública, que aufere de meios conferidos pelo contribuinte, desempenhe um papel plural.

 



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