Luanda - O Exame Global Final é um dos métodos de avaliação final usados no curso de Medicina e em diversas instituições nacionais e internacionais. Além deste os outros métodos usados segundo o regulamento da UPRA específico para o curso de Medicina, são: a Monografia e o Relatório de Estágio.

Fonte:

A Universidade Privada de Angola ( UPRA) para o ano lectivo de 2020/2021 decidiu usar o Exame Global como método de avaliação dos Finalistas do Curso de Medicina.


A turma de finalistas de Medicina 2020/2021 é composta por 99 estudantes.
O exame global tem o valor 237 mil kwanzas.

De 14 a 16 de Julho os finalistas foram submetidos à um Exame Global oral ( que segundo o regulamento de 2020 do curso de Medicina é o método de avaliação) , em diferentes áreas dos Hospitais HJM e HGL, tais como: Medicina Interna, Cirurgia Geral, Pediatria e Ginecologia.


No dia 30 de Julho os estudantes finalistas sob ameaças por parte da Coordenação do curso de Medicina, foram obrigados a fazer um exame escrito (que não estava prevista no regulamento do curso de Medicina do ano de 2020 da UPRA).

O exame escrito teve as seguintes irregularidades:

1- A prova não foi elaborada pelos docentes envolvidos ou presentes no processo de formação dos finalistas e sim mais uma vez por médicos Cubanos que nunca tiveram contacto com o processo de ensino da turma de finalistas. E que a turma desconhece as suas identidades.

2- Maior parte do Exame escrito estava em Espanhol (Língua estrangeira), dificultando a compreensão das perguntas por parte dos estudantes finalistas.

3- O conteúdo da prova não correspondia ao programa de Angola nem mesmo da própria universidade, em que o calendário vacinal que constava na prova era de Cuba e outras técnicas ou métodos de tratamentos, que também eram de Cuba. Os finalistas ficaram sem perceber se estavam a fazer um exame em Angola ou em Cuba, visto que são todos angolanos e estudam em Angola.

● Uma estudante Finalista que perdeu a sua mãe, e teve o Funeral no dia do exame e não pode comparecer ao exame. A Universidade não teve humanismo, flexibilidade nem misericórdia de darem uma oportunidade a estudante finalista de fazer o exame global, e a mesma corre o risco de pagar mais 150 mil kwanzas para a prova de recurso direto.

Para os finalistas a Direcção da Universidade Privada Angola agiu de má fé com a inclusão no Exame Global de docentes estrangeiros que nunca estiveram presentes na formação destes estudantes finalistas. Dando a eles o poder de fazerem aquilo que bem queriam, abusando do poder e desrespeitando os estudantes finalistas e infringirem as próprias regras do exame global. Contudo, a Turma de finalistas do curso de Medicina sente-se infeliz, injustiçada, com os seus sonhos de serem médicos pisado e jogado ao lixo! Uma turma que dedicou-se de corpo e alma durante 6 anos e durante o estágio curricular num ano atípico de pandemia e terminando com êxito e boas notas! Com reconhecimento por parte dos hospitais em que passaram.


E terem feito muito esforço para pagar o valor do exame (237 mil kwanzas em simultâneo com a propina (50.850 mil kwanzas) em menos de uma semana, que fez um total de: 288 mil kwanzas.
E vê-se ainda a correr o risco de pagar para o recurso mais: 150 mil kwanzas.

Os estudantes finalistas pedem por favor, aos Órgãos de Direito que nos ajudem a solucionar este problema. Pois, estamos sob risco de sofrer represálias por parte da universidade.

Somos jovens inteligentes, dedicados, com espírito de humanismo. Dispostos a dar o seu melhor para suprir as carências e ajudar no desenvolvimento e melhoria do nosso sistema de saúde.



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