Lisboa – O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior apresentou-se no final semana passado durante um comício na cidade do Lobito, saudando a multidão em língua nacional Umbundo. O assunto foi objeto de comentários nas redes sociais por considerarem ter sido um acto incomum ou mesmo inédito, mas por outro lado acabou irritando dirigentes do MPLA, o partido no poder.

Fonte: Club-k.net

Regime irrita-se dizendo  que cumprimentar não é falar

“No seu discurso hoje em alusão á memória do Doutor Savimbi, o Presidente da UNITA acabou de endereçar á instantes á sua multidão de ouvintes na língua umbumdu, e num umbumdu bem pronunciado: "Vakwetu Vossi Kalungui"?”, descreveu emocionada a internauta Paula Neto.

 

Em reação, o Vice-Presidente da Bancada do MPLA, João Pinto considera que “pelo menos comprovou que está aprender o Umbundo que deveria ter aprendido na infância ou adolescência, já que se diz ser natural do planalto onde fala”.

 

“Se foi só isso não falou. Cumprimentou apenas. Significa: Bom dia a todos”, alertou Celso Malavoloneke, acadêmico e antigo secretario de Estado da comunicação.

 

Reagindo a uma posição do sociólogo Lukombo João Baptista que fez um paralelismo com o líder do MPLA, João Lourenço que nasceu no Lobito e não se dirige nos seus comícios em Umbundo, Celso Malavoloneke clarificou que “há o "falar", acto natural de comunicar, exclusivo do Homo Sapiens. Há o "falar uma língua ou idioma" que é comunicar-se mais ou menos fluentemente numa determinada língua ou idioma. Creio que é no último sentido que a autora fez o post.
Nesta segunda perspectiva, saber apenas dizer "bom dia" num determinado idioma não é suficiente para dizer que fala esse idioma. Creio que sabe isso...”

 

Desde que assumiu a chefia da UNITA, Adalberto Costa Júnior, tem visto o partido no poder fazer de programa o levantamento do debate questionado as suas origens e algumas vezes insinuarem ser estrangeiro.

 

No passado mês de abril, o regime chegou ao ponto de despachar uma equipa no Município de Chinjenje, província do Huambo, para fazer levantamento de dados, sobre o local de baptismo do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior. Nas semanas seguintes uma tia mestiça de Adalberto residente no Huambo apareceu num comício partidário a discursar em Umbundo. O gesto foi visto como um sinal de resposta ao regime.

 



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