Luanda - O sector imobiliário privado angolano era literalmente inexistente, o que gerava uma situação confrangedora e, até mesmo desumana, em termos habitacionais, para as famílias e os jovens angolanos, mormente na cidade de Luanda.

Fonte: Club-k.net

A carência de casas era tão gritante, como o pão para a boca, ou a água para o peixe. As famílias não tinham onde viver e, muitas das vezes, eram forçadas a coabitar no mesmo espaço com outras pessoas, familiares ou não, com as consequências que daí poderiam advir.


Como consequência, há quase vinte anos, no auge do boom económico, um grupo de patriotas, decidiu gizar um projecto habitacional, para os antigos combatentes e demais cidadãos.


A brilhante ideia foi bem acolhida e acarinhada, tanto pelos órgãos institucionais, como pela sociedade, em geral.

Foi assim que nasceu a «COOPERATIVA O LAR DO PATRIOTA»!


Uma vez cedido o terreno, decidiu-se, adicionalmente, criar uma imobiliária, que seria a proprietária e gestora do gigantesco projecto imobiliário.


No início estava a corre tudo muito bem, a tal ponto que o primeiro Condomínio da Cooperativa O Lar do Patriota, denominou-se HARMONIA!


Quando os negócios começaram a crescer e florescer, simultaneamente, apareceram os primeiros problemas associados à uma gestão opaca, pessoal e sem prestação de contas.


Os Chefes escudavam-se e amparavam-se no então poder político para justificar o seu comportamento desviante e, até mesmo, criminoso e delinquente.


Assim, o tempo foi passando e, até à presente data, furtam-se de prestar contas a quem quer que seja.


Com um património de valor superior a 900 milhões de Dólares, os Chefes estão a geri-lo, a seu bel-prazer, dando casas às namoradas, filhas, amantes, etc…
Dos 1300 hectares da FLP, só se ouve dizer que já foram talonados e vendidos ou então construíram condomínios que já foram vendidos.


Neste momento, a gestão da COOPERATIVA O LAR DO PATRIOTA está cada vez pior.


Entregaram um terreno a uma empresa estrangeira onde construíram o Condomínio Vale do Talatona. As casas já foram vendidas e não houve prestação de contas.


A situação piorou quando um diplomata e simultaneamente advogado e empresário, tomou de assalto as rédeas da empresa e tem sido o mentor das maiores atrocidades irregularidades possíveis e imaginárias: vendem terrenos, criam novas empresas, despedem pessoal, o director da empresa, por ser general, destituiu o presidente da assembleia geral e mandou suspender a realização de uma assembleia-geral, para se furtar de prestar contas aos accionistas, reteve e depois mandou alterar um relatório sobre a situação patrimonial da sociedade, que punha a claro toda a roubalheira que tem sido feita, ao longo dos últimos 19 anos, tendo mesmo ameaçado quem o publicasse, etc…

Enfim, estamos perante um gangue que tem de ser travado, a todo o custo!


A empresa está totalmente endividada e tem os inúmeros credores a baterem-lhe à porta.


A direcção da empresa é ilegítima e ilegal e recusa-se a prestar contas aos accionistas, recorrendo mesmo à força e ameaças contra quem se opuser à sua gestão danosa, continua a praticar actos de gestão, mesmo sem qualquer mandato, que são lesivos dos interesses da sociedade e dos accionistas, o que constitui crime.


Os lesados já intentaram algumas acções judiciais, do fórum cível e criminal, contra os prevaricadores, incluindo contra o dito diplomata e os seus associados estrangeiros, por existirem graves indícios da prática dos crimes de dolo, negligência, coacção, abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação de registos, destruição, inutilização ou subtração de documentos, registo técnico e aparelhos técnicos, falência dolosa, associação criminosa, usurpação de imóvel, para além da responsabilidade civil.


Infelizmente, a Justiça nem sempre anda à velocidade pretendida e desejada o que proporciona que os criminosos continuem alegremente a desfrutar da liberdade e das facilidades de um sistema administrativo e judicial incipiente e pouco sofisticado para continuarem a praticar, sem limites, actos ilícitos e penalmente puníveis.

 



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