Lisboa – O general José Tavares Ferreira tem estado a contactar lideres da oposição solicitando encontros informais para abordagem de temas não antecipados pelo mesmo. De acordo com apurações, as entidades contactadas pelo mesmo, o tem rejeitado por conta da concepção generalizada de que recebeu a missão aliciar membros da oposição.

Fonte: Club-k.net

Surgimento de Frente Patriótica dificulta campanha contra UNITA

Os políticos a quem o general Tavares manifesta interesse de sentar são sobretudo aqueles que integra a “Frente Patriótica Unida”, uma recém criada coligação cujo surgimento não agradou o MPLA, por estar a aglutinar varias sensibilidades da camada juvenil em Angola. O regime, segundo apurações, “aceita” a coligação desde que a UNITA não faça parte dela.

 

O receio por parte do regime, face ao surgimento da Frente Patriótica é de que a UNITA ao concorrer coligada dificulta a campanha de diabolização (com recurso acusações do que fizeram na guerra) que as autoridades fazem contra o maior partido da oposição em períodos eleitorais.

 

Amigo pessoal do Presidente João Lourenço, o general José Tavares Ferreira tornou-se numa das figuras mais importante do regime por integrar uma estrutura paralela responsável pelo programa de enfraquecimento da UNITA e o subsequente desgaste da imagem do seu líder Adalberto Costa Júnior. Os seus trabalhos, nunca são posto em marcha, sem o conhecimento do Director do Gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa de Segurança, Ernesto Manuel Norberto Garcia. Ambos reúnem-se com frequência na sede da Akwa-Sambila, liderada por Tavares.

 

A importância que o general José Tavares Ferreira passou a ter na governação de João Lourenço, é também sentida na proteção física que passou a ter. Tem sido escoltado por duas viaturas, quatro seguranças, e um secretaria pessoal, identificada por “Neusa”.



Tavares tem a sua disposição o chamado “saco azul” que o tem facilitado nos trabalhos de deserções nas hostes do “Galo Negro”. O seu principal pivot , é Kawik Sampaio Costa, um antigo militante da JMPLA que esteve na oposição (PDA, PRS, e UNITA) e que agora regressou ao partido no poder.

 

Foi lhe dada a tarefa de ajudar financeiramente a comitê provincial do MPLA de Luanda, e coordenador o grupo responsável pelo desgaste da imagem de Adalberto Costa Júnior. O seu principal pivot , é Kawik Sampaio Costa, um antigo militante da JMPLA que esteve na oposição e que agora regressou ao partido no poder.

 

Uma dos maiores feitos do General Tavares este ano, foi o trabalho de impugnação ao congresso da UNITA que elegeu Adalberto Costa Júnior. Ao total, já gastou 300 milhões de kwanzas com pagamento de advogado, e de alegados dissidentes do maior partido da oposição.

 



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