Luanda - O Embaixador, Sianga Abílio, apresentou, nesta terça-feira, 31 de Agosto de 2021, ao Presidente da República Federal da Somália, sua Excelência, Mohamed Abdullahi Mohamed, as Cartas Credenciais que o acreditam como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola, na República Federal da Somália, com a residência em Nairobi.

Fonte: Embaixada

Na cerimónia, que decorreu no palácio presidencial, em Mogadíscio, o Presidente da República Federal da Somália considerou Angola de país amigo, tendo recordado a contribuição da Somália durante a luta de libertação de Angola e de outros países, como foi o caso de Moçambique.

 

Num encontro que antecedeu à audiência com o Presidente da República Federal da Somália, Sua Excelência Embaixador, Sianga Abílio, apresentou as Cartas Figuradas ao Secretário Permanente do Ministério Somalí dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Ali-Nur Hagi, tendo, na ocasião, os dois responsáveis reconhecido a larga experiência de Angola no sector de exploração e produção petrolífera e de contratos de partilha de produção, uma experiência que pode ser partilhada com a Somália, segundo os dois interlocutores.

 

A Somália, possui a maior costa marítima em África, no oceano Índico , importantes reservas de urânio e um potencial enorme em Hidrocarbonetos, uma situação que desencadeou uma corrida das empresas petrolíferas ao país, na década de 1980, cuja actividade registou um encerramento forçado como consequência da eclosão da guerra civil, em 1991.

 

Passados quase 30 anos e com base num quadro regulatório actualizado, a Somália apresenta resultados promissores de duas novas pesquisas sísmicas 2D, cobrindo uma área offshore de mais de 120.000 quilómetros quadrados, sugerindo um potencial de reserva de vários bilhões de barris.

 

Embora a segurança seja, provavelmente, uma grande preocupação para os investidores, importa destacar que ambas as pesquisas sísmicas foram concluídas com segurança.

 

As pesquisas sísmicas em 2014 e 2015, realizadas, respectivamente, pela Soma Oil and Gas, foram as primeiras à mapear o offshore profundo.

 



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