Lisboa – A exoneração de Sérgio de Sousa Mendes dos Santos do cargo de Ministro da Economia e Planeamento foi “sentenciada” depois de ter participado numa reunião do Conselho de Ministros realizada na terça-feira (31.08), em que foi confrontado com o dossiê da prestação do programa PRESILD, em que terá favorecido uma corrente de empresários nacionais da linha de José Carlos Manuel de Oliveira Cunha.

Fonte: Club-k.net

Por volta das 11h da manhã do dia seguinte, Santos,  recebeu um telefonema da Cidade Alta, comunicando que estava dispensando do governo. No mesmo dia, não só foi anunciado como também tomou posse o seu sucessor Mário Caetano de Sousa, até então secretario de Estado da Economia.

 

De acordo com fontes do Club-K, Sérgio dos Santos não terá se surpreendido com a ascensão de Mário Caetano de Sousa para o seu lugar, mas sim com a nomeação de Dalva Maurício Calombo Ringote Allen, para o cargo de Secretaria de Estado. Ambos têm um diferendo do passado, que os tornou arquirrivais.

 

Tratada no circulo privado por “Didi”, a nova Secretaria de Estado da economia é um quadro do ministério das finanças que estudou nos Estados Unidos da América. Quando João Lourenço chegou ao poder, “Didi” Ringote, já exercia o cargo de PCA do Instituto de Fomento Empresarial (IFE). A sua trajetória nessa instituição seria interrompida em 2018, quando Sérgio de Sousa Mendes dos Santos,  é  nomeado para o  cargo de Secretario de Estado da Economia, actuando como supervisor do IFE.

 

“Didi” Ringote foi afastada do cargo de PCA do IFE pelo então ministro Pedro Luís da Fonseca, responsabilizando Sérgio Santos,  como culpado da sua exoneração. De um modo áspero conforme é referenciado o seu temperamento, chegou a contestar junto do então ministro Fonseca pela incorrida injustiça. Em Setembro de 2018, o então ministro  reconsiderou e a nomeou como administradora executiva da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial Luanda/Bengo. Um ano depois, isto é,  em Novembro de 2019, foi exonerada ficando reduzida a comentarista  de um programa da TPA e coordenadora financeira do grupo Media Nova (que detém a TV Zimbo)

 

Sérgio Santos, que tem a reputação de ser dado à tramas e de cultivar tal inclinação como forma de se insinuar junto da cidade alta, é apontado como tendo sido o “responsável” de outras tensões internas que levaram ao afastamento, no passado, de um antigo quadro da Endiama, Manuel Quiala Nteka, já falecido, e ao ofuscamento de um deputado do MPLA, Diógenes de Oliveira, seu então chefe de Comissão Parlamentar.

 

Quando em Janeiro de 2020, foi empossado como ministro da Economia e Planeamento (de que era secretário de Estado) no dia seguinte, remodelou o seu gabinete, na qual havia nomeado a sua cunhada, Rita Fonseca Maria Manuel António da Fonseca para o cargo de directora do seu gabinete. O assunto foi acompanhado por debate contraditório. Uns alegavam tratar-se de nepotismo e outras (opiniões) em sua defesa retorquiam que Rita Fonseca já era funcionaria do ministério desde a sua fundação.

 



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